Bortolotto faz alerta com 'Brutal'
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terça-feira, 06 de outubro de 2009
Francismar Lemes<br> Reportagem Local 
A bestialidade tem ódio pela humanidade e ama personagens como as aberrações do mundo do dramaturgo londrinense Mário Bortolotto, que estão no espetáculo ''Brutal'', texto que o autor dirige pela primeira vez em cartaz no Espaço Parlapatões, na capital paulista.
A encarnação de comportamentos que aterrorizam a sociedade, como o do líder religioso estadunidense Charles Milles Manson, de uma seita que comandou vários assassinatos, inclusive o da atriz Sharon Tate, esposa do diretor de cinema Roman Polanski, é uma das inspirações da peça.
Condenado à prisão perpétua, Manson foi definido pela promotoria como ''o homem mais maligno que já caminhou na Terra''.
''Brutal'' é um texto escrito pelo londrinense em 2002 e já foi montado em São Paulo por Jairo Mattos e no Rio de Janeiro por Paulo Hamilton, que estreou profissionalmente como diretor com a montagem.
Bortolotto vai mais longe que os outros diretores ao acentuar a crueldade de ''Brutal''.''O texto é para dizer que é perigoso seguir gente vazia, que não tem destino e não tem para onde ir'', comenta Bortolotto, levando o público a encarar reações de nojo ao que se vê em cena.
A violência e a sedução são coautoras das tragédias pessoais dos personagens interpretados pelo ator Laerte Mello, o líder relioso da seita ''Legião do Amor'', e as mulheres aliciadas, as atrizes Maria Manoella e Martha Nowill. Eles são jogados pelo texto na vida de uma stripper, um motoqueiro e uma patricinha que chutou o balde e resolveu transgredir.
Enquanto isso, Bortolotto já trabalha em outro texto, também sobre crueldade, que deverá ser encenado pelo ator e escritor Lourenço Mutarelli.


