No verão, chinelos incrementados e diferentes podem ser um bom negócio. Foi o que descobriu a administradora de empresas londrinense Valéria Drummond, 24 anos. Com um tempo ocioso enquanto se curava de um pneumonia, Valéria começou a fazer bordados sobre as famosas sandálias Havaianas, no finalzinho de dezembro. Hoje, seus produtos desfilam nos pés de várias mulheres, inclusive no dia-a-dia.
‘‘Eu nunca tinha feito nada parecido antes. Estava morando na Bahia, tive pneumonia e acabei voltando a Londrina para me recuperar. Como não gosto de ficar sem fazer nada, sem trabalhar, procurava algo para me distrair’’ á- conta. Um dia, viu um tia bordando um chinelo para a filha e achou interessante, acabou aprendendo com ela. ‘‘Achei que era algo que poderia fazer e vender. Fiz uns dez diferentes para ter de amostra’’ - diz.
A mãe de Valéria acabou virando modelo de seus chinelos. ‘‘Ela foi com um no salão de cabeleireiro e fez o maior sucesso. Recebi um monte de encomendas’’ - afirma. Valéria poderia ter vendido bem mais do que vendeu até agora mas não quis batalhar por isto. ‘‘É uma coisa artesanal, trabalhosa, tenho medo de não conseguir produzir muito. Além disto, é um trabalho temporário, um bico, não quero fazer disto a minha profissão’’ - garante.
Para bordar um par, Valéria leva cerca de um dia. São quatro horas para cada pé. ‘‘É preciso gostar de trabalhos manuais e ter muita criatividade’’ - ááexplica. Entre as diversas cores oferecidas pelas Havaianas Top, as que mais saíram foram o marrom, branco, bege, azul e preta. ‘‘As cores mais claras ficam superbonitas quando o pé está bronzeado’’ - afirma.
Mas não foram só as jovens que adoraram os chinelos de Valéria. ‘‘Fiz chinelo para crianças e adultos, mocinhas e senhoras de idade. Sei que algumas clientes não usavam havaianas e hoje estão usando nas ruas’’ - garante.(T.E.)

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