BOOKCROSSING - Literatura espalhada pela cidade
Em 2003, nas linhas Londres-Paris da companhia ferroviária EuroStar, livros de capa vermelha começaram a ser encontrados em vários bancos, banheiros e telefones públicos espalhados pela plataforma. Pela primeira impressão, os seguranças e passageiros assumiam que os livros deixados para trás eram simplesmente esquecidos por pessoas que embarcavam, mas a multiplicação dos exemplares, dia após dia, eliminaram essa possibilidade.
A obra era O Código da Vinci, do então desconhecido autor americano Dan Brown. Espalhar exemplares do romance policial pelas linhas que levavam até Paris principal cidade da trama acabou sendo desvendada como uma jogada certeira de marketing, e o fato se transformou em um dos casos de BookCrossing mais bem sucedidos na divulgação de um produto.
Nascido sem nenhuma ambição comercial, o conceito de BookCrossing foi criado em 2001 por Ron Hornbaker fundador do site bookcrossing.com. Em resumo, livros que já foram lidos são cadastrados gratuitamente através do site, recebem um número de identificação e depois são libertados em algum lugar público, com um nobre objetivo: transformar o mundo todo em uma enorme biblioteca.
É muito melhor do que deixar livros empoeirados em cima das prateleiras, afirma Bruno Mazetto, instrutor de yoga da escola do Método DeRose que, junto com seus alunos, vai começar a partir de hoje a espalhar mais de 500 obras literárias por diversos pontos de Londrina. Como um movimento global, a comunidade de bookcrossers já conta com mais de 850 mil membros e seis milhões de livros registrados. No Brasil, existem cerca de sete mil membros.
● pessoas que doam/libertam seus livros para outras pessoas através do movimento do Bookcrossing
● a trama do livro se desenrola a partir da investigação do assassinato do curador do Museu do Louvre (Paris, França), que deixou vários enigmas envolvendo a Igreja Católica e sociedades secretas





