Mesmo quando a canção é triste, um tantinho de alegria sempre ''escapa'' pela voz de Luiza Possi. Essa parece ser a característica principal da filha de Zizi Possi, que está lançando o CD ''Bons Ventos Sempre Chegam'', pela LGK Music. O disco é leve, bem feito, gostoso de ouvir, com letras criativas e uma produção impecável (Max Viana). A própria Luiza assina seis das treze faixas. Além de compositora, ela toca piano e violão. ''Queixo Caído'', uma balada com pegada pop, é só dela. A música tem a frase que dá nome ao disco.
A grande parceria deste trabalho é com Dudu Falcão. ''Eu Espero'' é uma desbragada declaração de amor: ''Vem que eu ainda sinto frio/Sem você é tudo tão vazio/Vem que esse amor ainda é meu/Troco todos os meus planos por um beijo seu. Juntos eles assinam ''Toda Vez'', ''De Graça'' e encerram o disco com um belo arranjo romântico para ''Paisagem'': ''De longe na paisagem/Tudo é tão perfeito/Tudo é tão normal/De perto toda coisa linda mostra algum defeito/ E eu me sinto igual.
O CD tem ainda homenagens - ''Cantar'', uma valsa linda de Godofredo Guedes (pai do Beto Guedes) e ''Minha Mãe'', uma mistura de ciranda e samba de roda: ''Eu nasci de noite, filha de uma estrela/A sereia canta só pra me ninar.
''Pipoca Contemporânea'', de Mylene Areal e Fernando Nunes, tem teclados de Sacha Amback e um lirismo comovente: ''É quando a areia se espalha que eu penso em você/Porque o grão se separa sem se arrepender/Sou um deserto a me espalhar por qualquer coisa/Qualquer coisa nesse deserto que é te amar''. E ainda uma inédita de Moska, ''Agora já é Tarde''.
O CD de Luiza é jovem, como ela. É um disco pra se ouvir sonhando, ou seria sonhar ouvindo? Bons ventos ainda vão levar Luiza longe, muito longe, e a impressão que a gente tem é que ela vai chegar cada vez melhor.

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