Cada vez mais deixadas de lado pela tevê aberta, as crianças não ficaram órfãs de programas voltados para sua faixa etária. Os canais fechados têm suprido a carência de bons produtos infantis. Prova disso é o alto investimento feito pelo Gloob, braço da Globosat destinado aos pequenos.
"Gaby Estrella", primeira novela produzida pelo canal, estreia amanhã sua terceira temporada. Depois de começar de forma tímida – tanto no roteiro quanto na infraestrutura –, o folhetim protagonizado por Maitê Padilha ganha ares grandiosos.
Depois da vida na fazenda, Gaby vai para o Rio de Janeiro participar do "Cantaí", um reality show musical. "A história cresceu muito nessa temporada. A novela amadureceu, chegaram personagens mais velhos. É legal porque a gente vai crescendo junto com o público que nos assiste", reflete Maitê, que esbanja maturidade do alto de seus 15 anos.
No novo ano da história, Gaby colhe os frutos de ficar famosa com o aparecimento no reality show. Para contar o enredo, outros personagens entram em cena. Karla Tenório interpreta Angelina, a empresária "linha dura" de Gaby. André Gonçalves é Régis Falcão, o apresentador do "Cantaí". Além disso, novas crianças integram o elenco: Rapha Oliver, Juliana Garcia, João Fernandes e Kristian Martinez, todos integrantes da competição vocal.
Para o diretor Cláudio Boeckel, trabalhar com um casting tão novo não compromete o andamento das gravações. "Nunca tinha trabalho com crianças antes e me surpreendi. Preferi não usar um tom 'tatibitati' para falar com eles e isso reflete na hora do 'ação'", opina Boeckel, que divide a direção com Rafael Moreira e Fernanda Kadlec, mas admite centralizar um pouco o trabalho. "É mais fácil ter uma pessoa para reportar o que está acontecendo. Mas levamos na boa. Como são duas frentes e muitas cenas, é importante ter alguém para trocar", afirma.
É claro que alguns cuidados precisam ser tomados. Por exemplo, é fixado um limite de oito horas de gravação por dia. "Há uma preocupação com a vida deles. Eles acordam cedo, estudam e ainda gravam. Não dá pra exigir demais", garante Boeckel. Por isso, a rotina é muito estudada e geralmente pouca coisa muda. Na terceira temporada, dois locais foram escolhidos para as cenas de "Gaby Estrella": um estúdio equipado na Vila da Penha, localizada na Zona Norte do Rio de Janeiro, e uma casa de shows no Centro da cidade, onde foram gravadas as cenas finais do "Cantaí". "Mudar as locações é muito saudável, tanto para a série, quanto para os atores. E fazer um show da Gaby é um ciclo que se fecha. Ela veio trilhando esse caminho e isso aqui é o pulo para contar outras histórias", diz Adriana Prado, que interpreta Patrícia, mãe de Gaby.
Para as cenas finais dos 30 episódios de "Gaby Estrella", a infraestrutura foi grande. Além das diárias no estúdio – oito músicas da temporada são inéditas –, o show contou com cerca de 150 figurantes e mais 60 pessoas na equipe. "Temos de ter um cuidado muito grande. São quatro câmaras e muita gente envolvida. Esse show finaliza um arco e precisa ter o olhar do público, da Gaby, da mãe, da empresária...", afirma Rafael Moreira.
Se o número de pessoas envolvidas faz com que o processo seja confuso, outros detalhes acabam beneficiando as cenas finais. "Como é uma casa de shows, temos uma luz apropriada, um telão que cobre o palco todo que vamos poder usar", finaliza Rafael.

Serviço
"Gaby Estrella" – Estreia segunda, às 20h, no Gloob

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