Leandro & Leonardo, Chitãozinho & Xororó e Zezé di Camargo & Luciano são os recordistas em vendas de discos no Brasil e, entre os artistas brasileiros, também no exterior. Cada dupla vende, sozinha, bem mais de um milhão de cópias por disco. E, embora atuem na mesma área músical, a da música sertaneja, não há rivalidade entre eles. Na verdade, são, como diz o nome do show que apresentaram em Londrina e outras três cidades brasileiras este ano, Amigos.
O show foi idealizado para uma festa beneficente que aconteceu em São Paulo, no início do ano. Segundo Chitãozinho, o produtor desta festa percebeu que o relacionamento dos artistas era excelente, dentro e fora dos palcos. ‘‘E ele percebeu também que a palavra amigos tem exatamente seis letras, o mesmo número que formamos juntos. Assim, o título pegou. Inclusive, em algumas apresentações nós encerramos o show vestindo, cada um, uma camiseta com uma letra que, juntas, forma esta palavra’’ - explica.
A falta de rivalidade entre as duplas é explicada pelo artista pelo enorme potencial que a música sertaneja tem hoje no mercado fonográfico. ‘‘Eu e o Xororó somos os mais velhos, estamos a mais tempo na estrada e conquistamos um público que também pode gostar da música do Leandro e Leonardo, que também já tem uma história. Do mesmo jeito, este público também pode gostar do Zezé e do Luciano, que são mais novos mas já tem seu lugar garantido. E assim vai, com estas duplas que estão despontando. Há espaço para todos que fazem música de qualidade. Hoje, o pessoal não tem mais vergonha de dizer que gosta de música sertaneja’’ - afirma Chitãozinho.
Raiz preservada Incluindo em todos seus discos pelo menos um clássico sertanejo, Chitãozinho e Xororó dizem que fazem isto para que o público jovem não perca a própria identidade. ‘‘Nós queremos preservar isto. Nós crescemos ouvindo este tipo de música e ela está muito ligada com o brasileiro. Não dá para perder isto. Inclusive os discos (dois) que gravamos só com clássicos tiveram uma vendagem incrível’’ - afirma.
Chitãozinho, por seu lado, só fica ressentido quando é perguntado se a atual música sertaneja não desvirtuou a música de raiz, chamada ‘‘caipira’’. Na sua opinião, a modernização da música não significa um ‘‘desvirtuamento’’. ‘‘Quando gravamos Fio de Cabelo, com um arranjo eletrônico, atingimos um público mais jovem. Porém sempre tomamos cuidado para não ferir o ouvido do público tradicional. Além disto, mantivemos a principal característica que são a primeira e segunda voz. Em nenhum outro estilo de música, no Brasil e no mundo, há isto’’ - garante.
Até o final do ano, as três duplas vão fazer mais um show ‘‘Amigos’’ e uma gravação para um especial de final de ano da Rede Globo de Televisão, que vai ao ar no dia de Natal. (T.E)

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