Arquivo FolhaDemi Moore fica furiosa no filme ‘‘Assédio Sexual’’ ao ser rejeitada por Michael Douglas. O caso acaba indo parar nos tribunais.Num dia de programação fraca, um bom divertimento pode ser rever o filme que detonou polêmica na América ao colocar em cena uma mulher que se recusa a aceitar um não como resposta. Em ‘‘Assédio Sexual’’ (1995), a senhora Bruce Willis, Demi Moore (‘‘Proposta Indecente’’) é a autoritária Meredith Johnson. A personagem é convidada a assumir o principal cargo na empresa onde trabalha o que acaba atrapalhando os planos de ascensão dos homens da DigiCom.
No comando dos negócios, ela se depara com o ex-namorado, o insosso Tom Sanders (Michael Douglas de ‘‘Um Dia de Fúria’’). Sanders, que a havia desprezado no passado, agora passa a sofrer as humilhações de ter como chefe a selvagem Meredith. Não bastasse isso, ela convoca uma reunião a dois com (com Sanders, claro) para depois do expediente. Uma garrafa de vinho, ambiente à meia-luz e a leoa ataca.
Sanders sai da ‘‘reunião’’ disposto a contar tudo. No dia seguinte, a surpresa: ele é quem está sendo acusado de assédio sexual pela chefe, o que detona uma reviravolta em sua vida profissional e particular. O caso vai parar na justiça.
Demi está atraente como nunca neste papel com seus seios exorbitantes e roupas coladas ao corpo. Um contraste com o personagem de Douglas, um pacato funcionário de empresa e pai de família. O cargo que ela assume a torna poderosa para fazer suas vontades sexuais. Por outro lado, se ela conseguir manter o controle através do sexo, terá sempre o poder nas mãos.
A história toma como base as mudanças no cenário dos negócios em que mulher passou a representar uma concorrente à altura dos homens. A inversão de papéis do filme criou uma situação inusitada, difícil de acreditar. Ela, apesar de forte e decidida, tem os limites físicos de uma mulher. Ele, que sai todo arranhado da cena de assédio - uma das mais picantes da fita - tenta provar que foi vítima e, o mais difícil, que não cedeu às tentações de Meredith.
O argumento até que funciona na tela principalmente quando remete o assédio sexual à uma arma utilizada na guerra de manipulações pelo poder. O filme é dirigido por Barry Levinson, o mesmo que levou o Oscar por ‘‘Rain Man’’. O elenco conta ainda com Donald Sutherland (‘‘Inverno de Sangue em Veneza’’) no papel de Bob Garvin, o dono da Companhia. A HBO exibe ‘‘Assédio Sexual’’ , às 18h15.

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