O austríaco Franz Schubert (1797-1882) nunca alcançou a popularidade de Mozart e Beethoven, mas é citado em enciclopédias como o último grande compositor clássico e o primeiro romântico, fazendo uma ponte entre os dois. Deixou um obra rica em motivos melódicos e variada nas harmonias destacando-se nas peças intimistas, entre as quais sobressaem os lieder (canções), a música de câmara, as obras para piano, as sinfonias e as missas.
Apesar de escrever belas canções, nunca se notabilizou escrevendo óperas, consideradas peças menores em sua trajetória. A maior parte de suas composições permaneceu inédita até depois de sua morte. Muitas foram encontradas debaixo de uma espessa camada de pó. O próprio manuscrito da famosa ''Sinfonia Inacabada'' foi descoberto por acaso, 43 anos depois de sua criação.
Schubert pouco se importava com o que escrevia. Frequentemente esquecia manuscritos em bancos de jardim e tavernas. Aos 18 anos, já contava com cerca de 200 músicas assinadas. Depois de brigar com o pai, foi morar na casa de amigos, levando uma vida boêmia. Não se casou. Consta que sua única aventura amorosa lhe transmitiu sífilis, doença que o levou a abandonar a sua ''Oitava Sinfonia'' incompleta, obra que estava associada aos acontecimentos que tinham provocado a doença.
Um ano depois, julgou-se curado. Mas sua saúde continuou abalada. Seus últimos momentos foram tragicamente marcados pela decadência física, depressão e indiferença dos editores. Morreu em 19 de novembro de 1828 em Viena, sua cidade natal, após ser atingido pela febre tifóide.(N.S)

mockup