ARTES CÊNICAS -

Boca de Baco resgata três décadas de teatro

Grupo londrinense reúne atores que fazem parte de sua história e comemora com exposição e montagem de um novo espetáculo

Felipe Soares Luiz
Felipe Soares Luiz

 

Boca de Baco em "Navalha na Carne": grupo encenou várias peças antológicas de Plínio Marcos
Boca de Baco em "Navalha na Carne": grupo encenou várias peças antológicas de Plínio Marcos | Milton Dória/ Divulgação/ Acervo Boca de Baco
 


O grupo de teatro Boca de Baco está de volta para celebrar os 30 anos de trajetória do projeto. Criado em Londrina, em 1990, o Boca de Baco era composto por bancários e estudantes que formavam um importante grupo de teatro da cidade. 


Em comemoração às três décadas, o grupo elaborou um novo projeto que inclui montagem de espetáculo, atividades virtuais e oficinas teatrais, além de registro histórico e ações em colaboração com a mídia. A iniciativa conta com o patrocínio da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae).


No final do mês de março, em um encontro virtual, o Boca de Baco lançou um projeto sobre as memórias acumuladas de seu trajeto ao longo dos últimos anos. O encontro virtual, “Boca de Baco 30 e Uns”, reuniu fundadores, ex-integrantes, artistas, apoiadores, parceiros e apoiadores que acompanharam o grupo.


Para o ator Beto Passini a memória do grupo durante o último ano é viva. "Não se trata apenas de recordações, saudosismo. Queremos fazer um mergulho profundo nas emoções, valores e ideias que nos constituem. Nos deter nas transformações por que todos passamos. Munidos dessa memória viva, vamos nos colocar no palco, olho no olho de um país e um mundo em crise", aponta Beto.


Hoje o Boca de Baco é composto pelos atores Beto Passini, Nivaldo Lino e Jackeline Seglin, pelos fundadores Reinaldo Zanardi e Antônio Júnior, junto com Fátima Sgrignolli Carreri e Sílvia França.

 

Boca de Boca: grupo ensaia um novo espetáculo para comemorar seus 30 anos
Boca de Boca: grupo ensaia um novo espetáculo para comemorar seus 30 anos | Boca de Baco/ Arquivo
 


No dia 25 de março, aconteceu o encontro virtual, entre atores e ex-atores do Boca de Baco que realizaram performances a partir de textos já encenados pelo grupo, como “O Abajur Lilás”, “Último Inverno”, “Fando e Lis” e “Amores de Moraes”. O diretor Luiz Valcazaras, e o dramaturgo Renato Forin Jr., também comentaram sobre os trabalhos com o elenco e o novo espetáculo, ainda sem data de estreia definida.


Jair Ferreira, diretor da Fenae, falou sobre a importância de manter um grupo de teatro durante 30 anos, em um país sem um Ministério da Cultura, mesmo sendo um setor que enfrenta sérios problemas no Brasil. “A cultura, para mim, é um dos grandes mecanismos de transformação e de criação de consciência; de criar uma cultura política de libertação, de empoderamento das pessoas. E nessa pandemia isso ficou mais evidente”, aponta.


O projeto Boca de Baco 30 e Uns é uma realização autoral do grupo londrinense, com produção da Kan Comunicação, Editora e Audiovisual. Com patrocínio de Fenae, Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal. Todo o registro da trajetória do grupo está sendo divulgado nas redes sociais e no site www.bocadebaco.art.br. A exposição inclui fotos, cartazes, vídeos e matérias veiculadas na imprensa local e nacional, reunidos e arquivados por três décadas.

 

Abajur Lilás: outra peça de Plínio Marcos encenada pelo grupo
Abajur Lilás: outra peça de Plínio Marcos encenada pelo grupo | Milton Dória/ Divulgação/ Acervo Boca de Baco
 



Supervisão: Célia Musilli/ Editora


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