Arquivo FolhaNitis Jacon: ‘‘a secretária Lúcia Camargo veio a Londrina discutir
assuntos da comunidade, isto demonstra profissionalismo’’A visita que a secretária de Estado da Cultura, Lúcia Camargo, fez a Londrina, no último final de semana, deixou os organizadores dos Festivais de Teatro e de Música de Londrina entusiasmados. Embora a Secretária tenha prometido ajuda do Governo de R$ 150 mil para o orçamento do Festival de Música - estimado em R$ 500 mil - e não tenha especificado um valor para o Festival de Teatro - orçado em R$ 1,8 milhões -, sua disposição de vir à cidade, logo após assumir o cargo, foi encarada como ‘‘boa vontade’’.
O novo diretor-executivo do Festival de Música de Londrina (FML), Marco Veronesi, acredita que a vinda da Secretária mostra a boa disposição para com a cultura londrinense. ‘‘Ela já nos garantiu um certo valor mas acredito que ainda teremos condições de negociar algo mais expressivo’’ - afirma.
Para a diretora executiva do Festival Internacional de Londrina (FILO) e vice-reitora da Universidade Estadual de Londrina, Nitis Jacon, a presença da Secretária foi um sinal de que os festivais terão mais acesso junto ao governo. ‘‘O fato de ter vindo até aqui, discutir assuntos de interesse da comunidade, mostra uma atitude de muito profissionalismo e uma demonstração de grande preocupação no sentido de apoiar trabalhos sérios. Eu a conheço há muitos anos, ela própria foi uma promotora cultural, tem vivência muito grande nesta área e é sensível às dificuldades que nós enfrentamos’’ - afirma.

Aqruivo FolhaMarco Veronesi: ‘‘a cidade de Módena, na Itália, tem produção
musical riquíssima, seu apoio enalteceria o Festival’’ Alternativas próprias Embora Lúcia Camargo não tenha garantido um valor para o FILO, Nitis acredita que a Secretaria de Estado da Cultura forneça ao festival o mesmo valor investido ano passado, cerca de R$ 250 mil. ‘‘No ano passado, nosso pedido foi de R$ 500 mil e recebemos a metade. Talvez, este ano, possamos contar com uma cota maior. Porque, embora não desmerecendo o trabalho do Virmond (Eduardo Virmond, ex-secretário de Estado da Cultura), havia uma certa rejeição ao Festival de Teatro em sua gestão’’ - diz.
Embora fique um grande valor em aberto para ser complementado nos orçamentos dos festivais, os organizadores estão otimistas. Ambos tiveram seus projetos aprovados para captação de recursos pelas Leis Rouanet e Municipal de Incentivo à Cultura, que devem atrair novos investimentos. Além disto, alguns patrocinadores tradicionais de cada festival também já confirmaram o patrocínio para este ano. E cada um já está estudando alternativas próprias para conseguir novos investimentos.
O diretor executivo do FML vai aproveitar os contatos que tem, através do Programa Paraná-Europa, do qual também é diretor, para atrair investimentos estrangeiros. ‘‘Vamos entrar em contato com a Secretaria da Cultura de Módena, cidade-irmã de Londrina na Itália, para ver o que ela poderia nos oferecer, seja em apresentações artísticas ou mesmo professores. Módena, que é a cidade de Pavarotti e Verdi, tem uma tradição musical riquíssima, acho que poderia enaltecer ainda mais o Festival’’ - esclarece.
Para Nitis Jacon, a expectativa de investimentos nesta edição do FILO é melhor que a de anos anteriores. ‘‘Já tivemos algumas respostas negativas de patrocínio mas temos várias outras em estudos, inclusive do Ministério das Comunicações. Além disto, a Câmara de Vereadores de Londrina já aprovou uma emenda ao orçamento do município deste ano, destinando R$ 250 mil ao FILO. Agora vamos esperar que a Prefeitura libere este dinheiro’’ - diz.
Mas tanto Veronesi quanto Nitis se dizem surpresos com o número de pessoas físicas que estão investindo parte dos impostos municipais devidos, via Lei Municipal, nos festivais. ‘‘São valores pequenos, na maioria do IPTU, mas mostram que muita gente está nos apoiando’’ - diz Veronesi. Para Nitis, o valor não é tão importante quanto a atitude. ‘‘Isto é significativo. É sinal que a comunidade reconhece e valoriza a importância do Festival’’ - garante.

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