Mario CesarEstabeleça metas para o Ano Novo e não se frustre com aquelas que não foram realizadas no ano que está acabandoUm aspecto pouco falado das festas de fim de ano é o estresse que a época pode provocar. Muitas pessoas ficam tão imbuídas no sentido de organizar da melhor maneira possível os preparativos para as festividades de Natal e Ano Novo, que mergulham num estado de grande tensão. Um eventual balanço do ano que passou pode, também, estimular sentimentos de frustração e depressão. Outro fator que costuma desencadear o estresse é o encontro com membros da família com os quais se tem pouca afinidade.
Especialistas afirmam que até o ‘‘inocente’’ amigo secreto, realizado na própria família ou, mais frequentemente nas empresas, também gera certa tensão. E se o amigo oculto for aquele sujeito pouco querido? Entretanto, se a pessoa não entra na brincadeira recebe críticas. Por outro lado, os adultos dão, neste período, uma vazão maior ao lado infantil. Só que desejam presentes que não se encontram em shopping centers.
Um emprego melhor, aumento de salário, projeção, estabilidade emocional...Itens abstratos, instalados apenas nas vitrines da mente humana. A incerteza da realização desses desejos não deixa de ser prejudicial ao organismo. O ideal seria que se estabelecesse metas para o Ano Novo e não se frustrar com aquelas que não foram realizadas no ano que está acabando. No entanto, é bom não confundir meta com fantasia. É muito frequente ouvir falar de regimes nesta época do ano. Então, o ideal é começar aos poucos e não estipular uma meta, aparentemente, impossível, tipo emagrecer 30 quilos no primeiro mês do ano.
Conciliar trabalho com a compra de presentes, organização de festas e de viagens, entre outros detalhes, são igualmente fatores cumulativos de ansiedade. Ressacas, comidas em excesso e intoxicações também devem ser levados em consideração.
Reações orgânicas No organismo, o estresse é responsável por uma série de reações. As glândulas supra-renais, por exemplo, liberam mais hormônios adrenalina, noradrenalina e cortisol. O fígado transforma em açúcares todas as gorduras que reservou para produzir mais energia. A pele passa a ser menos irrigada para que partes vitais do corpo, como o coração, músculos e cérebro, recebam maiores quantidades de oxigênio. As pupilas ficam mais dilatadas, para que os olhos se acomodem para enxergar à distância. E, ainda, a sudorese aumenta para que o corpo fique mais refrescado.
O corpo sente esses sintomas muito rapidamente. Segundo os médicos, são os mesmos sentidos antes de uma possível situação de emergência, ou diante de um grande perigo. Pode ser favorável, pois estimula o organismo a enfrentar o desafio. Mas se a ameaça for de fundo emocional, e a tensão for se acumulando nas células, o resultado aparece logo, representado por doenças físicas ou mentais.

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