Boas expectativas
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domingo, 19 de janeiro de 2014
Marcos Roman<br>Reportagem Local 
Uma grande companhia internacional de dança deve desembarcar em Londrina no mês de abril para realizar oficinas e apresentações artísticas na cidade. O nome do grupo ainda é mantido em segredo e a atividade faz parte do projeto de extensão do Festival de Dança de Londrina. O evento chega à 12ª edição no mês de outubro com o desafio de manter o alto padrão de qualidade das apresentações realizadas em 2013, que atingiram recorde de público e foram marcadas pelo diálogo entre dança, teatro, literatura e música.
"Tivemos uma edição histórica do festival no ano passado. Recebemos 12 grandes companhias nacionais e internacionais, como o grupo dinamarquês Odin Teatret e a Companhia Flor da Pele, da França. Conseguimos reunir um público de aproximadamente nove mil pessoas em 11 dias de apresentações, e todas as oficinas tiveram as inscrições esgotadas, com fila de espera de interessados", destaca a curadora e coordenadora do evento, Danieli Pereira.
Outro grande marco da 11ª edição do festival apontado por Danieli foi a abertura para a interação da dança com outras expressões artísticas. "Percebemos essa necessidade através das propostas descritas nas inscrições dos grupos interessados em participar do festival. Apostamos no diálogo entre a dança, o teatro, a literatura e a música e a receptividade do público e dos artistas envolvidos nos mostrou que estamos no caminho certo. Pretendemos continuar apostando nessa linha", afirma a coordenadora.
Na avaliação dela, o salto de qualidade na programação elevou o festival a um outro patamar. "Mostramos que com um pouco mais de patrocínio é possível organizar um evento à altura da cidade. O festival foi comentado no Brasil inteiro e tivemos um recorde de inscrições de companhias interessadas em participar da próxima edição", ressalta.
A curadora revela que atualmente está em busca de recursos para edição 2014 do festival, marcado para acontecer entre os dias 2 e 11 de outubro. "Em 2012 tivemos que cancelar diversas atrações e oficinas devido à contenção de verba disponibilizada pelo Promic (Programa Municipal de Incentivo à Cultura), que totalizou R$ 60 mil. No ano passado conseguimos arrecadar cerca de R$ 155 mil, sendo R$ 80 mil do Promic, R$ 60 mil da Caixa Econômica Federal e R$ 15 mil do Sesi", detalha.
Além de batalhar para levantar pelo menos o mesmo valor este ano, Danieli se prepara para enfrentar mais um ano sem o Teatro Ouro Verde, principal palco da cidade incendiado em 2012. "É uma dor de cabeça organizar o festival sem o Teatro Ouro Verde, que tinha lugar para 800 pessoas na plateia a cada apresentação. Passamos as apresentações para o Circo Funcart, que é limitado a 200 lugares, o que acaba reduzindo demais o público. Em compensação, programamos mais atividades em espaços públicos abertos, como o anfiteatro do Zerão, e dessa forma conseguimos reunir um público de aproximadamente nove mil pessoas contra sete mil de edições anteriores", salienta.


