Boa música não tem fronteiras
PUBLICAÇÃO
sábado, 01 de novembro de 2014
Marcos Roman<br>Reportagem Local 
Mesclando elementos da cultural regional a influências do pop contemporâneo, o grupo curitibano FATO acaba de completar 20 anos de carreira. A data está sendo celebrada com o lançamento de um disco produzido pelo cantor e compositor carioca Pedro Luís com participações especiais de Lenine, João Cavalcanti, Neuza Pinheiro e Yuri Queiroga. E uma turnê que passará por cinco capitais brasileiras e 19 cidades paranaenses, incluindo Londrina, onde a banda faz shows hoje e amanhã, no Centro Cultural Sesi/AML (Praça Primeiro de Maio, 130, Centro).
As apresentações têm como base o repertório do CD "Próximo", sétimo álbum do grupo. "Lançamos esse disco em outubro e é um trabalho muito interessante no qual interpretamos músicas de 16 compositores brasileiros de diversos estilos musicais. E tivemos o prazer de cantar com Lenine e seu filho João Cavalcanti. O disco conta ainda com a participação especial da londrinense Neuza Pinheiro, com quem compus a música 'Raiz'. Ficamos muito felizes com o resultado desse trabalho. E dez faixas do disco fazem parte do repertório que show que vamos apresentar em Londrina", destaca o músico Ulisses Galetto (voz, violão e contrabaixo), integrante do FATO junto com Priscila Graciano (bateria, percussão e voz), Daniel Fagundes (guitarra, violão, percussão e voz) e Sérgio Monteiro Freire (guitarra, sax e voz).
Galetto enfatiza que apesar do clima de celebração, o show e o novo disco não têm caráter retrospectivo. "Eles reforçam características de um trabalho de pesquisa que desenvolvemos há anos, mas ao mesmo tempo apontam em direção ao futuro", reforça.
Com sete discos lançados, o Grupo FATO desenvolve uma linguagem musical bastante peculiar que une diversas influências do pop contemporâneo com elementos da cultura do fandango. "O fandango possui uma riqueza rítmica enorme, e o litoral paranaense é um dos poucos lugares que ainda conservam essa tradição trazida para o Brasil por colonizadores portugueses e espanhóis. Mas não somos um grupo de fandango, apenas utilizamos tamancos típicos dessa cultura caiçara como instrumento de percussão", destaca Galetto.
A sonoridade explorada pelo FATO a partir das raízes da cultura paranaense se entrelaçam harmonicamente com sotaques e linguagens modernas traduzidas por intervenções eletrônicas. "Não temos fronteiras musicais, cantamos e tocamos estilos diversos que passam pelo fandango, maracatu, baião e outros ritmos que vêm de todas as regiões do País. Nosso novo disco reforça essa ideia, pois ao mesmo tempo em que contamos com a participação especial de Neuza Pinheiro, temos loop com sons de tamancos do fandango que foi produzido pelo pernambucano Yori Queiroga a partir de gravações de que enviamos para ele em Recife", salienta Galetto.
Serviço:
Show do Grupo FATO
Quando Hoje e amanhã, às 20 horas
Onde Auditório do Centro Cultural Sesi/AML (Praça Primeiro de Maio, 130, em frente à Concha Acústica)
Quanto - R$20 e R$10 (meia-entrada)


