Rio, 25 (AE) - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ampliou seu investimento na área cultural em 1999 por meio das leis do Audiovisual e Rouanet. Na primeira, tanto a participação do banco no valor total das produções quanto as quantias máximas a serem aplicadas por projeto cresceram em cerca de 25%. A prioridade será o investimento em documentários de curta, média ou longa metragem sobre a realidade brasileira.
"Vamos exigir que os documentários tenham formato compatível com a grade de programação das emissoras brasileiras, abertas ou pagas", informou o superintendente de Relações Institucionais do BNDES, Hélio Hermeto Filho. "Além de o documentário ser uma escola para cineastas, existe um mercado ávido por produção brasileira e um país que precisa se conhecer." Os documentários foram divididos em três categorias, de acordo com o tempo de duração. Até 30 minutos, o valor máximo da participação do banco passou de R$ 75 mil, em 1998, para R$ 120 mil. Os de média-metragem, com até 60 minutos de duração, tiveram a verba ampliada para R$ 200 mil (contra R$ 150 mil no ano passado). Para os longas, categoria em que se incluem também as séries documentais, a verba passou para R$ 400 mil, ou 20% do custo total do projeto. Até 1998, os valores eram de R$ 300 mil ou 15% do orçamento.
Para os filmes de ficção, o financiamento se retringe aos longas e os valores são os mesmos dos documentários. No ano passado, produções como "Villa-Lobos", "Quase Memória e Amores Possíveis" receberam verba do BNDES. "Este ano, uma comissão de oito funcionários do banco vai fazer a seleção, a partir de setembro", afirmou Hermeto Filho. "Daremos prioridade aos projetos que já estejam com a captação adiantada, o que as torna mais viáveis e com exibição garantida."
Para a Lei Rouanet, estão reservados R$ 5,6 milhões, dos quais R$ 1,1 milhão já foi liberado, a maior parte em projetos de recuperação de monumentos históricos construídos até o século passado. Apesar de haver projetos como a restauração da Casa do Trem, no Rio, e a Faculdade de Medicina, na Bahia, a maior parte dos imóveis restaurados são igrejas espalhadas pelo interior do País.

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