São Paulo, 04 (AE) - Há uma semana no Brasil, o bluesman Taj Mahal está em plena lua de mel com a música brasileira. Essa semana, comprou um cavaquinho e está fazendo uma espécie de curso intensivo sobre o chorinho. Seu cicerone tem sido o guitarrista paulistano André Christovam, um dos seis brasileiros que vão tocar com ele e gravar um disco durante o festival (os outros são Flávio Guimarães, Renato Martins, Celso Pixinga, Mozart Mello e Marçalzinho).
"Vai pegar fogo", disse o americano, lenda do blues que ajudou a renovar a linguagem do gênero nos anos 60 - misturando Otis Redding e o blues do Delta do Mississippi dos anos 20 e 30. Taj Mahal nasceu Henry Fredricks há 57 anos, no Harlem, em Nova York. Seu pai era músico de jazz e a mãe uma cantora de coral gospel. Ele cresceu em um bairro multiétnico em Springfield, Massachusetts, onde ao jazz vieram somar-se influências do blues, do calypso caribenho e outras formas de música étnica.
"Meus pais fizeram questão que eu fosse conectado ao mundo, com respeito às culturas de outros povos tanto quanto à minha própria", contou. Após se formar pela Universidade de Massachusetts em 1964, ele se bandeou para a cena folk. Em 1965, formou com Ry Cooder a banda chamada Rising Sons. Atualmente, Taj Mahal tem mais de 50 álbuns gravados. Um dos seus discos mais recentes, "Sacred Island", funde a música negra americana e estilos folclóricos havaianos. (J.M.)

mockup