Se pensarmos em dez nomes de mestres do blues, dificilmente citaremos W.C. Handy entre eles. Nascido em 16de novembro de 1873. em Florence (Alabama), e morto em 1958, William Christopher Handy, cornetista, cantor e bandleader, foi ''considerado'' um dos ''pais do Blues''. Não que tenha sido o criador do gênero, pois não se sabe como exatamente ele surgiu. Mas foi Handy quem o apresentou à América branca (e logo ao mundo), com uma série de composições que mudaram a história da música do país.
Segundo depoimentos do próprio Handy, em 6 de fevereiro de 1903, ele viajava num trem para Mississipi e durante uma parada em uma estação, viu um negro tocando ao violão um ritmo que até então ele não conhecia e que o encantou. Com uma incrível capacidade de memorizar e reproduzir os sons que ouvia, ele não demorou a incorporar aquele ritmo às suas composições.
''Memphis Blues'' foi umas das primeiras músicas do gênero a serem registradas, em 1912. Dizem que os músicos brancos tinham tanta dificuldade em executá-las, que acabou gerando emprego para vários grupos negros na discriminatória Broadway.
Handy ficou milionário com St. Louis Blues, de 1914, uma das músicas mais gravadas na história. Filho e neto de pastores protestantes Handy iniciou-se na corneta ainda criança, tendo suas primeiras lições numa barbearia, e aos 19 anos já lecionava música. Além de sucessos, compôs muitos outros blues, gravados por importantes músicos como Louis Armstrong (que inclusive gravou um disco inteiro dedicado a ele), Fats Waler, Bessie Smith, Ray Charles , entre outros. Também publicou vários livros.
Sua memória foi preservada com a criação do W.C. Handy Blues Awards (o Grammy do blues) e o W.C. Festival, em sua cidade natal. Também em sua homenagem foi construída uma estátua em um parque em Florença.

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