BLUES
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 19 de maio de 2005
Kiko Jozzolino<br> Especial para a Folha2 
Com muita competência, o Londrina Jazz Trio une criatividade, técnica e música de altíssima qualidade
Com três anos de existência, o Londrina Jazz Trio já tem muita coisa para contar. A história individual de cada integrante Murilo Barbosa(pianista), Gilberto de Queiroz (baixista) e Paganini (baterista) mostra que, apesar de pertencerem a diferentes gerações, possuem idéias musicais semelhantes, que se refletem em suas interpretações criativas e espontâneas.
O Trio já participou de importantes eventos na cidade, como um show memorável na Associação Médica de Londrina, no XXIII Festival de Música de Londrina, no 1º e 2º Londrina Jazz Festival que trouxe alguns medalhões como Bocato, J. T. Meirelles e os Copa 5 e Egberto Gismonti e no Festival Internacional de Londrina abrindo a noite para Jards Macalé e Jorge Mautner. Sinceramente não deixaram nada a desejar para grupo nenhum de fora. Eles também abriram o 26º Femucic (Festival de Música da Cidade Canção), em Maringá.
Murilo Barbosa atua na noite desde os 15 anos, quando, antes mesmo terminar as aulas de teclado, já tocava em jantares. Ele é um intelectual da música, um fenômeno musical admirado por todos, um mestre altamente solicitado para participar de gravações e shows. Em 2004, o pianista esteve em turnê pela Dinamarca onde se apresentou em 27 cidades.
Gilberto de Queiroz é um multiinstrumentista formado pela Universidade Estadual de Londrina com longa experiência como arranjador e professor de harmonia e percepção musical. Alem de integrar o Quinteto de Metais London Brass como trombonista, é regente da Orquestra de Cordas e da Big Band da Escola Municipal de Música de Ourinhos (SP). Ele é o mais novo maestro da Banda de Músicos de Londrina, antiga Banda Municipal.
José Newton Henriques, mais conhecido como Paganini, há mais de 20 anos atua como músico profissional. Sua técnica apurada e criatividade ilimitada lhe renderam o primeiro lugar no VII Concurso Nacional de Bateristas do Instituto Vera Figueiredo, firmando-se como ''melhor baterista-revelação'' de 2002. A pesquisa aprofundada em ritmos brasileiros é o seu ponto forte, além, de uma musicalidade sem limites. Como prêmio do concurso foi se aperfeiçoar na Drummers Collective, renomada escola de música, em Nova York. Como pesquisador, criou um método próprio de ensinar bateria, que divulgou através de um CD-aula e um vídeo-aula.
Segundo Murilo Barbosa ''são três experiências distintas, com uma única proposta : a aventura de descobrir, improvisar, inventar, comunicar''. O repertório eclético, que vai do funk ao baião, do samba ao swing, da salsa àbossa nova, é consequência da forte 'brasilidade dos músicos, além do flerte com a música latina e a espontaneidade do jazz norte-americano. Com composições próprias enraizadas nesses estilos, os músicos se estabeleceram no cenário musical como grupo instrumental original, conquistando espaços artísticos legítimos dentro e fora de Londrina.
O Trio tem projetos arrojados para 2005. Primeiro, o lançamento do CD ''Misturada'', cujo projeto já foi aprovado na Lei Rouanet e espera patrocínio. Em segundo, o lançamento em Londrina, do CD ''Jazz after Midnight'', gravado ao vivo, em 2002, no Teatro da UEM (Maringá), no qual acompanharam mais uma vez o saxofonista Marcelo Bastos. E em terceiro lugar, um projeto de coração: uma homenagem ao histórico pianista Paganini (falecido pai do baterista do trio), que deixou sua marca na noite de Londrina.
O sucesso tem sido crescente e a capacidade individual de cada um sela a química perfeita para esse trio, eles são prata da casa.
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