BLUES
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 12 de maio de 2005
Kiko Jozzolino<br>Especial para a Folha2 
Admiradores ainda celebram os 90 anos de nascimento de Billie Holiday, a maior e mais complexa cantora do mundo
Billie Holliday foi sem dúvida a melhor cantora de jazz de sua geração e, para muitos críticos, a melhor de todos os tempos. Billie sofreu tudo o que se poderia esperar na vida de uma menina americana negra e pobre. Eleanora Fagan, seu nome verdadeiro, nasceu no gueto negro de Baltimore, Filadélfia. Sua certidão de nascimento nunca foi encontrada, portanto a data aceita de seu nascimento era a que ela costumada dizer: 7 de abril de 1915.
Seu pai, Clarence Holliday, um jovem adolescente que tocava guitarra e banjo em bandas locais, nunca se casou com sua mãe, Sadie Fagan, que era ainda uma adolescente de 13 anos quando a pequena Eleanora nasceu.
Aos 12 anos, Billie Holliday, perdeu a virgindade com um trompetista de uma big band no chão da sala de visitas de sua avó. Prostituiu-se aos 13 anos, foi presa por prostituição e uso de drogas e condenada, por receber, esconder, carregar, facilitar o transporte e ocultar drogas. Foi explorada por muitos homens inescrupulosos, alguns dos quais ela amou.
Billie morreu com apenas alguns trocados no banco e US$ 750 escondidos no corpo, segundo contam os biógrafos.
Se ainda fosse viva Billie Holliday teria completado, no dia 7 de abril, 90 anos. Em comemoração a essa data, foi lançado a edição especial de uma caixa comemorativa contendo 2 CDs e um DVD com o melhor da cantora entre 1935 e 1958. The Ultimate Collection, ( Virgin Records), traz ainda performances raras de filmes do cinema e da TV, entrevistas pouco conhecidas, além de 42 canções.
Impossível imaginar Billie Holliday aos 90 anos. Pela forma intensa com que viveu, pelos caminhos escolhidos por ela, de viver sempre com muita intensidade, Lady Day teve uma trajetória dramática e triste. Sim, tristeza era uma das matérias-primas básicas das interpretações desta cantora que revolucionou a forma de se cantar a música popular norte-americana, influenciando como um mito várias gerações.
Billie Holliday foi um ícone da música, uma cantora única, com um canto cheio de sentimento e uma forma de interpretar toda particular.
Figuras como Billie Holliday nunca morrem ...
BLUE NOTE
Cream
Eric Clapton, Ginger Baker e Jack Bruce, os legendários integrantes da banda Cream, se reuniram novamente, para quatro shows em Londres no Royal Albert Hall. Clapton concordou em fazer esses shows para ajudar os antigos companheiros, que estão com problemas de saúde e dificuldades financeiras. Todas as quatro apresentações tiveram os ingressos esgotados em menos de duas horas. Algumas entradas foram mais tarde vendidas por até 500 libras (cerca de R$ 2,4 mil) no site de leilões eBay e cambistas ofereciam entradas por até 1,7 mil libras (cerca de R$ 8 mil). Bruce, de 61 anos, passou por um transplante de fígado; Baker, de 65, sofre de artrite. A banda existiu por menos de três anos, e seus três álbuns venderam mais de 35 milhões de cópias.
Seus maiores sucessos incluem Crossroads, Born Under a Bad Sign, I Feel Free e Strange Brew. O Cream hoje é como aquele velho jogador de futebol que descobriu que jogar não é correr. Eles são velhos músicos que já sabiam antes que tocar bem não é tocar rápido é ser tocado e, então, tocar.
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