Caminhos do Mississipi


A região do delta do Mississipi, que reagrupava vários estados, tais como, Mississipi, Arkansas, sul do Tennessee, Alabama, e uma parte de Luisiana, é considerada sem dúvida o berço do blues. Devido à segregação e ao racismo, os negros, que formaram a maioria da população, aí viveram em um estado de isolamento muito pronunciado, o que, é claro favoreceu a criação de uma cultura particular muito forte. O blues desenvolvido nesta região sofreu forte influência africana.
O Delta blues caracteriza-se também por uma ausência aparente de lógica na progressão dos versos, que nenhuma linha parece sustentar. Em várias vezes essas musicas eram metáforas frequentemente com duplo sentido.
Os principais criadores do Delta Blues são : Charlie Patton, Tommy Johson, Son House, Bukka White, Willie Brown, Skip James, Big Joe Williams, Tommy Mac Clennan, e o histórico Robert Johnson, que é um dos mais importantes. Apesar de ter gravado muito pouco, suas músicas são verdadeiras obras de arte, ele viveu apenas 27 anos e deixou apenas 29 faixas gravadas e 12 alternate takes totalizando 41 faixas. Robert não sentiu o sabor da fama em vida, morto em 1938, ficou ignorado até os anos 60, quando se tornou um verdadeiro deus para roqueiros como Eric Clapton, e os Rolling Stones que gravaram algumas de suas músicas.
É difícil entender como um músico modesto de raízes rurais conseguiu transcender sua condição e criar uma obra tão sofisticada, urbana e duradoura.
Muitos são tentados a acreditar na lenda que Johnson vendeu sua alma ao diabo em troca da sua genialidade musical. Essa historia foi inspiração para o filme ''Crossroad''.
Robert possuía a capacidade que muitos consideravam demoníaca, ele podia estar em uma sala cheia de pessoas, participando da conversa, todo mundo falando animadamente, enquanto um rádio ao fundo tocava alguma música. Robert totalmente envolvido na conversa, parecia não prestar muita atenção ao rádio. Mas no dia seguinte, ou até dias depois, era capaz de repetir nota por nota todas as canções que o rádio tinha tocado naquela ocasião.
Robert Johnson faz parte de um grupo de pessoas iluminadas e sua luz nunca se apaga, fonte inspiradora de uma corrente que cresce a cada dia, sendo ele um artista representativo e incontestável desempenhando um papel singular na historia da música mundial.


Blue-Notes


Santana

Sairá em 12 de outubro mais uma reedição do trabalho de estréia de Carlos Santana, chamado ''Santana: Legacy Edition'', que trará dezesseis faixas adicionais, sendo nove músicas gravadas em estúdio e sete ao vivo em Woodstock. As músicas ''Waiting'', ''You Just Don't Care'', ''Jingo'', ''Persuasion'', ''Fried Neckbones'', ''Savor'' e ''Soul Sacrifice'', terão duas versões alternativas de estúdio.


Hendrix


O guitarrista de descendência vietnamita Nguyên Lê apresenta no Brasil releitura de obra de Jimi Hendrix, ele considerado um dos maiores inovadores do instrumento na música contemporânea. ''Purple'', disco fruto de sua carreira solo, traz 10 faixas que demonstram um olhar peculiar sobre a obra de Jimi Hendrix e chegou ao primeiro lugar na parada da revista britânica ''Jazzwise''. Entre as canções do álbum, ''Voodoo Child'' é um destaque. Na introdução, toques de tambores africanos interagem com o som de sua guitarra, além do vocal e palmas de Karim Ziad. O músico apresenta ''Purple'' no Philips Music World Festival em São Paulo , no dia 29 de setembro, e no Rio de Janeiro no dia 30, acompanhado de Michel Alibo (baixo), Cathy Renoir (vocal) e Francis Lassus (bateria).


Hendrix II


Um filme em preto e branco, datado de 1969, foi encontrado pela TV pública sueca SVT, com imagens originais de um concerto de Hendrix em Estocolmo.
Com quase uma hora de duração, o filme foi gravado em 9 de janeiro de 1969 para um programa de música chamado Nummer 9 ou Number 9 - que exibiu apenas 10 minutos do material na época. A raridade mostra cenas do show do guitarrista americano, ao lado de Noel Redding no baixo e Mitch Mitchell na bateria.

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