Blue Hole, o cartão-postal
Se o visitante não gosta de mergulhar, terá a oportunidade de contemplar a transparência das águas caribenhas nos passeios de barco para as ilhas circunvizinhas. A grande atração do mar de Belize é o Blue Hole, ou Buraco Azul, uma imensa caverna submarina. Este é o lugar preferido dos mergulhadores. Acredita-se que a caverna tenha se formado há mais de 10 mil anos, e sua amplitude pode ser vista num vôo panorâmico, a imagem é a de um enorme círculo no meio da baía, num tom de azul mais escuro. Um espetáculo, tanto é que virou cartão-postal do país.
Para explorar a cidade com mais conforto é interessante alugar uma bicicleta ou um golf-car (carrinhos utilizados para carregar tacos de golfe, mas adaptados ao uso diário nas ruas). Do estilo britânico de ser dos antigos colonizadores não sobrou nada. O que se vê pelas ruas está mais para a descontração latina. É comum ver gente descalça e placas do tipo: no shoes, no shirts, no problem (sem sapatos, sem camisetas, sem problemas) na entrada de alguns estabelecimentos.
Durante o dia o melhor é curtir as praias, caminhar na orla ou pela cidade e fazer trilhas nas matas. No entanto, não há muita opção para as noites, apenas comer um peixinho, tomar cerveja e jogar conversa fora sob o luar. Entre os raros endereços dançantes, estão as boates Big Daddy, Tarzan e Fidos. Lugares interessantes para descontrair, mas não espere nada de especial. Se a idéia for tentar fazer amigos, pode ser uma boa.
Belize era parte do império maia, entre os séculos 4 e 9. Cerca de 50 quilômetros distante do centro, estão as ruínas de Altun Ha. Ainda lembram o que foi uma importante cidade entre os anos 1000 a.C e 1400 d.C. É uma localidade bonita, mas as ruínas já foram um pouco degradadas, pela ação do tempo, pela mão do homem e pela falta de projetos de preservação. Na rota dos maias, está a cidade de Orange Walk, onde vive uma comunidade menonita. Os habitantes de lá falam alemão arcaico, são protestantes e não gostam nem um pouco da presença de estranhos.
A 14 quilômetros do México, estão as ruínas de Noh Mul. Porém, não vale a pena parar por aqui. Os resquícios da misteriosa civilização estão escondidos debaixo da terra e do mato. O mesmo acontece em Corozal, as antigas construções foram praticamente destruídas. A maior cidade maia pode ter sido construída em Lamanai, onde existem mais de 700 estruturas. Perto de Lamanai, de barco, pode-se visitar Crooked Tree, uma ilha habitada exclusivamente por pássaros e, mais adiante, a Bermudian Landing, povoada por macacos de várias espécies.
Quem tiver fôlego, deve tentar escalar ou pedalar os 14 quilômetros até o alto da montanha de Georgeville. No pico, uma recompensa fantástica: a Hidey Falen Falls, uma queda dágua com mais de 500 metros de altitude. Além disso, ter o privilégio de conhecer a Rio Frio Caves, uma caverna considerada sagrada para os maias, onde se faziam rituais e retiros espirituais. Outras cachoeiras que compõem o cenário e as ruínas de Pacbitum também merecem ser fotografadas. Para encerrar o passeio, o melhor: as ruínas de Xunantunich. Sua localização permite uma visão singular do horizonte, e, talvez por isso, era o local escolhido pelos maias para homenagens aos deuses.





