O bloco Rancho das Flores levou para a rua a marcha "Que Bom que Você Veio", composta pelos músicos do Conservatório de Música Popular Brasileira de Curitiba
O bloco Rancho das Flores levou para a rua a marcha "Que Bom que Você Veio", composta pelos músicos do Conservatório de Música Popular Brasileira de Curitiba | Foto: Fotos: Divulgação



Os blocos de Carnaval, tradicionais tanto nas semanas que antecedem os festejos, quanto nos dias oficiais de folia, garantiram uma festa ampliada a milhares de foliões, em Curitiba, que horas antes do início do desfile das escolas de samba da capital, puderam se divertir com sete blocos que, em comum, fazem da própria identidade o melhor combustível para a diversão. Aliás, o evento deste ano que rendeu à Mocidade Azul o quarto título de campeã no grupo especial, teve como vencedora do grupo de acesso a Enamorados do Samba, cuja origem foi igualmente como bloco carnavalesco e, graças ao seu histórico,em sete meses como primeira escola ecológica de samba apresenta 400 integrantes dispostos a mostrar o uso e respeito ao material reciclável a partir de 2019 no grupo especial.
Tamanho engajamento parece ser o DNA dos blocos curitibanos. O Afoxé Aiyé Layó, formado com por integrantes do candomblé e a umbanda, trazem a missão de promover a purificação da Avenida Marechal Deodoro, visando garantir harmonia a todo o espetáculo ano após ano e valorizar a religião e cultura africana. Mesmo o bloco estreante, Sambistas do Amanhã, que reúne crianças participantes das nove escolas do carnaval curitibano, apresenta razão de ser o resgate de brincadeiras tradicionais. Da outra ponta, com 27 anos de existência, o tradicional Rancho das Flores, com aproximadamente 300 idosos que participam de grupos de convivência mantidos pela Fundação de Ação Social (FAS), valoriza a terceira idade e teve sua história marcada por ser um grupo com letra própria e contar com as fantasias do estilista e carnavalesco paranaense Ney Souza. Na edição de 2018, a marcha "Que Bom que Você Veio", foi composta pelos músicos do Conservatório de Música Popular Brasileira de Curitiba.

Mocidade Azul: escola tetracampeã do Carnaval curitibano, levou para avenida um enredo sobre a crise da corrupção e a Lava Jato
Mocidade Azul: escola tetracampeã do Carnaval curitibano, levou para avenida um enredo sobre a crise da corrupção e a Lava Jato



Tetracampeonato
Entre as escolas, a tetracampeã Mocidade Azul trouxe para a avenida o enredo "Quem canta seus males espanta. Onde está o dinheiro? Quem foi o gato que comeu?", que tratou da crise, falta de ética e a corrupção. A escola totalizou 179,2 pontos. A vice-campeã, a Acadêmicos da Realeza recebeu 178,8 pontos. A escola fez uma homenagem ao apresentador Chacrinha, com o enredo "Ó Terezinha Ó Terezinha, é um barato o centenário do Chacrinha". A Imperatriz da Liberdade, ficou em 3.º lugar, somou 176,2 pontos com o enredo "Na ginga da capoeira a Imperatriz sacode a poeira", homenagem à dança que é um dos maiores símbolos da cultura afro-brasileira. Com o enredo "Peabiru – Yvi Mara’ey, eu vou pelo caminho do Sol", a Leões da Mocidade ficou em 4.º lugar com 171,5 pontos. A escola teve redução de três pontos por desfilar com número inferior ao exigido na Ala das Baianas.
Em 5.º lugar, com 162,4 pontos, ficou uma das mais antigas agremiações carnavalescas de Curitiba, a Embaixadores da Alegria, que festejou na avenida os seus 70 anos. A escola perdeu cinco pontos também por desfilar com menos integrantes na Ala das Baianas. Com o samba "O céu se abre para cantar, como é grande o meu amor por você!", a agremiação destacou a própria história, lembrando os seus antigos carnavais, especialmente aqueles que lhe renderam títulos.
(Com agências de notícias)

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