Bloco Bafo Quente denuncia atraso de pagamento do cachê de Carnaval
Grupo afirma que dos cerca de R$ 43 mil contratados, até agora só foram pagos R$ 10 mil
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 23 de abril de 2026
Grupo afirma que dos cerca de R$ 43 mil contratados, até agora só foram pagos R$ 10 mil

O bloco carnavalesco Bafo Quente utilizou suas redes sociais, nesta quinta-feira (23), para denunciar a falta de pagamento dos valores acordados na contratação para o Carnaval 2026. O grupo afirma que, do valor total de R$ 43.060,00, foram pagos apenas R$ 10 mil.
A nota ressalta que, apesar das "dezenas de tentativas de negociação e flexibilização" para a quitação do montante restante de R$ 33.060,00, as negociações não avançaram e que, por isso, acionará seu "departamento jurídico".
"Buscamos conduzir a situação de forma responsável, aberta ao diálogo e priorizando soluções que evitassem impactos aos envolvidos [...] Reforçamos que esta comunicação tem como objetivo dar clareza à situação em respeito a todos que fizeram parte do projeto, especialmente aos profissionais que ainda aguardam a regularização de seus recebimentos", reforça.
Tradicional na folia londrinense, o bloco Bafo Quente participou do Carnaval de rua da cidade, com apresentações no Anfiteatro do Zerão, nos dias 15 e 17 de fevereiro. Além dos custos operacionais da equipe principal, o comunicado afirma que o dinheiro do pagamento seria destinado aos artistas convidados nas apresentações de domingo (15). São eles o DJ Ed Groove e a banda Beca Brinca.
No texto da denúncia, nenhum responsável pelo pagamento é citado diretamente. Porém, em entrevista ao Portal Bonde, um dos organizadores do grupo, Guilherme Rossini, explica que, após um acordo com a Secretaria de Cultura, o pagamento deveria ter sido feito por um representante da organização responsável pela praça de alimentação do evento. No caso, a associação envolvida seria a ADETUNORP (Agência de Desenvolvimento Turístico do Norte do Paraná).
"Como o chamamento público para o patrocínio dos artistas não conseguiu avançar, a prefeitura acordou conosco que a associação financiadora da praça de alimentação também deveria arcar com os custos das atrações. Originalmente, o valor deveria ter sido pago antes das apresentações, mas apenas uma parcela foi regularizada desde então. Decidimos soltar essa nota depois de dois meses de incansáveis negociações", compartilha o responsável.
Rossini detalha que, ao comunicar o caso à Secretaria de Cultura, organizadora do projeto, a situação não teve grandes mudanças. A reportagem questionou a Prefeitura de Londrina, que, em nota, confirmou a ligação financeira da ADETUNORP e destacou que a mesma atribuiu à produtora CCAgência a responsabilidade do contrato.

A Secretaria de Cultura reforça que as partes envolvidas afirmaram não haver falta de pagamento, mas que a empresa responsável apresentou “uma proposta de quitação parcelada do valor restante”.
Através de um comentário na publicação do Bafo Quente, a CCAgência expressou reconhecer o sentimento de "frustração" gerado pelo atraso e que a empresa se compromete em encontrar uma solução para o imbróglio. A empresa reforçou também a falta de responsabilidade da administração municipal no pagamento em questão.
"Informo que já foi formalizado um compromisso por escrito, devidamente assinado, e encaminhado ao advogado do bloco, visando a celebração de um acordo", conclui o comunicado.
Procurada, a ADETUNORP ainda não se pronunciou sobre a situação até o momento em que este texto foi publicado.




