''Música boa não tem prazo de validade'', diz Evandro Mesquita, líder da Blitz, que acaba de lançar o CD ''Eskute''. ''A garotada anda redescobrindo a banda pela internet, e falei: ''Poxa, precisamos mostrar o que estamos fazendo de novo''. É o maior prazer apresentar as canções novas'', fala o músico, que pensa em lançar um filme sobre a história do grupo. ''São 30 anos de estrada, temos muitas imagens. Pode ser que pinte um documentário'', conta.
Da formação original da banda, além de Mesquita (vocal), estão Billy (teclados) e Juba (baterista). Ao lado dos veteranos, completam a turma Rogério Meanda (guitarra), Claudinha Niemayer (baixo), Luciana Spedo (vocal) e Andrea Coutinho (vocal) - esta última, casada com Mesquita há oito anos. ''Fizemos tudo o que o manual do rock'n'roll proíbe: nos casamos'', brinca Mesquita.
Entre as 12 faixas, estão as gírias e o humor escrachado característicos da Blitz. ''São elementos naturais da gente, não foi pensado. Eu sou o compositor da banda desde que ela nasceu e tenho uma ponte com o teatro. A banda tem, por exemplo, essa coisa de jogar no caldeirão várias influências, como o reggae, o blues, o rock e as baladas.''
No repertório, há composições de Mesquita em parceria com músicos como Fernanda Takai e John Ulhoa, do Pato Fu, em ''Zero Absoluto''; Erasmo Carlos e Ralph Canetti, em ''O Garoto Sonha''; e Leoni, em ''Corações na Calça Jeans'' e ''Voo Cego''.

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