Sol, diversão, férias e cinema; esta tem sido a tônica do verão norte-americano desde a ascensão de Hollywood à liderança do entretenimento cinematográfico mundial. O período, que vai de março até a primeira metade de setembro, representa 40% da venda de ingressos anuais nos cinemas norte-americanos, e é a janela onde os estúdios apresentam suas grandes apostas de blockbusters para o ano, com produções milionárias e de grande apelo popular.
Este ano os grandes estúdios de Hollywood têm muito o que comemorar. Nem a crise americana ou o furacão Irene (que fechou os cinemas em Nova York durante uma semana) afetaram o balanço positivo dos filmes americanos lançados no verão. Segundo pesquisas divulgadas esta semana pelo jornal New York Times, a arrecadação nos cinemas bateu recorde nos EUA, ultrapassando U$ 4,5 bilhões de dólares. No resto do mundo, o número é ainda mais impressionante: são U$ 8,2 bilhões arrecadados, um aumento de 41% no recorde anterior - e em grande parte graças à nova força consumidora do público de países emergentes, como a China, a Rússia e o Brasil. As cifras, animadoras, transformaram este verão no período mais lucrativo da história do cinema americano. ''Antigamente, a bilheteria nos EUA sempre regulava o sucesso ou o fracasso dos filmes'', apontou o editor do site BoxOffice.com, em entrevista ao NYTimes. ''Esse já não é o caso. Agora, a América é apenas mais um território'', afirmou.
Chegando primeiro na corrida cinematográfica do verão/2011, o filme ''Velozes e Furiosos 5'' abriu a temporada no dia 29 de abril, acelerando nos cinemas e arrecadando milhões para os cofres da Universal; em sequência, a mágica de ''Harry Potter e as Relíquias da Morte: parte 2'' e a inconsequência alcóolica da comédia ''Se Beber Não Case 2'' conseguiram ultrapassar, juntas, a extraordinária marca de meio bilhão de dólares nas bilheterias. Os heróis também foram bem representados pelos filmes ''X-Men: Primeira Classe'', ''Thor'' e ''Capitão América'', que conquistaram sucesso de público e crítica.
Mas nem tudo são notícias estreladas: de acordo com matéria do jornal Los Angeles Times, os recordes milionários são apenas fruto do aumento no preço dos ingressos - principalmente nas salas 3D - e não representam a aprovação popular dos filmes lançados no verão. Para comprovar isto, pesquisas divulgadas pelo jornal apontam que apenas 543 milhões de americanos saíram de suas casas para assistir aos filmes em cartaz; o pior público nos cinemas desde 1997.
Em Londrina, o cenário é diferente. ''O público aumentou por conta dos grandes filmes que estrearam neste ano, principalmente o último da saga Harry Potter, em 3D'', declara Cristiane Amorim, gerente de marketing do Multiplex Catuaí, que faz parte do grupo de cinemas Araújo e registrou um aumento de 17% no público entre maio e julho deste ano, se comparado ao mesmo período de 2010. ''Os cinemas Araújo estão investindo em salas com som digital e projeção em 3D de alta qualidade. Acredito que este também seja um diferencial para as salas ficarem lotadas'', completa.

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