Curitiba - Falem bem ou mal, a constatação é de que brasileiro gosta de reality show, especialmente do Big Brother Brasil, que mantém o fôlego na sua sétima edição. A cada ''paredão'' o burburinho aumenta, os comentários são frequentes nas rodinhas de conversa e a torcida rói as unhas pelos seus participantes preferidos. Que o digam Joana D'arc Scalet, 53 anos, professora, e Marcele Scalet, 26, dentista. Mãe e filha ficam grudadas horas a fio, todos os dias, para saber o que acontece na casa do reality show.
''Eu gosto pelo jogo, pela competição, cada edição do Big Brother é diferente, os personagens são diferentes'', justifica Joana. ''Não é monótono, é como se fosse uma novela de verdade, tem mocinho e mocinha'', completa Marcele.
Ambas assistem diariamente, acompanham as notícias relacionadas pela tevê e Internet, têm o pay-per-view para ver o tempo todo e já chegaram a observar os ''brothers'' durante 18 horas em um único dia. ''A gente assiste bastante porque quer ver se o que a gente está achando está realmente acontecendo'', explica Marcele.
A clara definição de ''vilões, heróis e mocinhas'', são, de acordo com a dupla, uma das fórmulas do sucesso da atual edição do Big Brother. E, por isso mesmo, as entusiastas do reality show já têm um candidato a vencedor. ''No começo a cotação da Íris era maior, mas quando o Alemão falou que iria brigar, o povo foi com ele. Além disso, o Alemão é muito galanteador e charmoso, ele é carismático'', comenta Joana. ''O Caubói é o vilão porque ele prejudicou o romance que tinha na casa'', exalta Marcele, referindo-se à separação do casal Íris e Diego Alemão no paredão formado por Alberto Caubói e seus parceiros. ''O não beijar entre o Alemão e a Íris é uma coisa que ninguém se conforma'', reclama Joana.
E o que elas acham da performance da conterrânea Analy? ''É uma pena a curitibana ser tão chata, senão a gente torceria por ela. No começo a gente até torcia por ela'', dizem.
Festinha ao vivo - Mãe e filha gostam tanto do reality show que passaram a festejar em tempo real, junto com os ''brothers'' e ''sisters'', enquanto as festinhas aconteciam na casa do Big Brother. Às quartas e sábados é comum a produção do programa reunir o pessoal com eventos temáticos, regados de bebida e comida à vontade, além de música e bagunça, é claro.
''Sempre colocamos aqui na sala um 'Ice', bebida que eles gostam muito lá dentro, além de salgadinhos e da cervejinha'', diz Joana. Ela e a filha acompanhavam as festas dançando com os participantes da telinha, madrugada adentro, até o final, muitas vezes quando o sol já raiava.
''A gente gostava de acompanhar as festas para ver as roupas que o pessoal usa. E perguntava 'O que será que vai ser a festa?' Como eles comem muito, então a gente também começou a fazer umas coisas para comer e daí a gente dançava junto com eles'', explicam.
Flávia, eliminada há poucos dias, era a ''parceira'' de dança predileta de Marcele. ''Na festa, quem mais agitavam eram a Flávia, a íris e a Fani. Agora as festas estão mais calmas, menos animadas'', lamenta Marcele.
Críticas - E o que os amigos, parentes e conhecidos acham do ''vício'' de ambas? ''Ah, algumas pessoas criticam. Mas é um 'vício' que só dura três meses'', sorri Marcele.
''Uma prima minha é igual e chega a ficar assistindo até dormir, umas 4 horas da manhã. O marido dela tem que ir buscá-la no sofá'', afirma Joana. ''Tem uma amiga minha que chegou a cancelar porque estava atrapalhando a vida dela'', diz Marcele.
Segundo Joana e Marcele, as críticas não as abalam. ''Tem gente que acha um absurdo que eu perca tanto tempo vendo isso'', destaca Marcele. ''Mas isso não interfere em nossa vida, a gente não deixa de fazer as coisas e também temos outras coisas para fazer. Cada um tem sua opinião e gosto'', defende-se Joana.
Em meio às críticas, sobrou até para o marido. ''Meu marido costumava tirar sarro de mim. Ele sempre vem e fica ali do lado, assistindo no canto dele. Mas, uma vez, quando a Íris foi para o paredão, percebi que a gente iria se emocionar e quando ele apareceu na sala, já avisei que ele estava vetado ali naquele dia. Ele assistiu longe, porque a gente também tem vergonha de chorar'', diverte-se Joana.
Para as duas fãs, boa parte dos detratores do programa reclamam porque se sentem por fora do ''assunto da hora'' e, no fundo, querem mais é saber o que acontece no reality show. ''Muita gente vem perguntando e no fundo querem saber mais'', lembra Marcele. ''Tem um pessoal do clube que não sabe o que acontece e se sente por fora. Aposto que no outro dia foram atrás para saber o que aconteceu'', completa Joana.
Quero participar - E se surgisse a oportunidade de estar do outro lado, dentro da telinha, como um dos participantes. ''Eu não iria por causa da idade, mas ela sim'', aponta Joana, indicando a filha. ''Até já pensei em mandar uma fita'', adianta Marcele.
Segundo Marcele, no entanto, sua participação seria breve. ''Já me imaginei lá. Só que eu acho que brigaria mais com muita gente, não teria tanta paciência para certas coisas'', projeta.
E, enquanto a próxima edição e a oportunidade de estar lá não vem, as duas continuam curtindo a reta final desta temporada. Claro, como se fossem parte da família de ''brothers'' e ''sisters''. ''Tem hora que a gente acha que estão até filmando a gente'', brincam.

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