A 8ª Bienal do Livro, que terminou domingo, no Riocentro, vendeu 20% a mais do que a última feira, em 1995. Foram comercializados 2.850 mil livros, por R$ 44 milhões. Os livros infanto-juvenis responderam por 25% das vendas. O diretor da Bienal, Arthur Repsold, atribuiu a grande saída dos livros infantis ao aumento das excursões escolares. Cerca de 1 milhão de pessoas visitaram a Bienal.
O campeão de vendas foi ‘‘Como Educar seus Pais’’, de um grupo de redatores de humor da TV Globo, que se auto-intitula ‘‘Obrigado, esparro’’. Editado pela Objetiva, a tiragem levada para a feira - de 2.200 exemplares - se esgotou. O livro reúne pequenas crônicas humorísticas. ‘‘Como Educar seus Pais’’ superou escritores como Lair Ribeiro e Paulo Coelho e surpreendeu os editores. Além dos infanto-juvenis, os livros mais procurados foram romances (19,6%) e esotéricos e religiosos (12,4%).
O editor Jorge Zahar, disse que vendeu 20% a mais do que pretendia. ‘‘Em proporção à Bienal de São Paulo, tivemos um retorno muito maior e superou todas as expectativas’’. Em relação à Bienal de 95, a visitação de turmas de escolas foi 40% superior. Este ano 426 mil alunos foram à feira.
A feira durou 12 dias, dois deles reservados apenas para fechamento de negócios com livreiros. A editora Nova Fronteira que investiu R$ 200 mil na montagem do estande, recuperou todo investimento três dias antes do encerramento da feira. Apostando no público infantil, as editoras contrataram artistas para exibições nos corredores dos pavilhões. Durante a Bienal foram lançados 1.500 livros e colocados à disposição do público um total de 125 mil mil títulos.

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