BIENAL DE FOTOGRAFIA COMEÇA A SE REVELAR
PUBLICAÇÃO
domingo, 27 de agosto de 2000
Ana Clara Garmendia De Curitiba Especial para a Folha2 
Abrem-se hoje as inscrições para os workshops da 3º Bienal Internacional de fotografia de Curitiba. Profissionais renomados mundialmente estarão expondo suas obras
Os bastidores do maior acontecimento da fotografia de Curitiba, um dos mais representativos eventos culturais da América da Sul, já começam a se agitar. Trata-se da 3ª Bienal Internacional de Fotografia que vai acontecer nos espaços da Fundação Cultural de Curitiba de 5 de outubro a 26 de novembro. As inscrições para os workshops estão abertas a partir de hoje e encerram dia 20 de setembro ou até que as vagas sejam preenchidas.
Paralelamente às exposições de fotógrafos brasileiros e estrangeiros, acontecerão debates, uma feira de livros e equipamentos e nove workshops sobre diversos assuntos como Introdução à Fotografia, Processos Históricos,Sonoridade da Imagem.
São temas interessantes para quem está aprendendo a arte de fotografar, ministrados por grandes fotógrafos como o curador da Bienal Orlando Azevedo, Eduardo Castanho, Lucrécia Couso, Roberto Linsker, Rogério Ghomes, entre outros. A Bienal Internacional de Fotografia é hoje uma grande referência brasileira para a América Latina. Realizada desde 1996, a mostra tem como característica trazer ícones da fotografia mundial. Como é o caso do brasileiro Sebastião Salgado, um nome que hoje dispensa maiores comentários, pois já virou celebridade. Salgado, em 1996, reuniu duas mil pessoas, numa exposição na Ópera de Arame.
Neste ano a mostra tem como tema A Violência do Caos ou o Caos da Violência e traz como destaque o trabalho da italiana Giorgia Fiorio, uma das maiores revelações da fotografia mundial. Junto com ela, o francês Gilberto Garcin e o português Manoel Magalhães mostram seus trabalhos. Dentre as exposições internacionais também merecem destaque o Neo-realismo italiano e a mostra da National Geografhic Magazine.
Dos brasileiros participantes está sendo superesperada a individual de Marlene Bérgamo. Fotógrafa do jornal Folha de São Paulo, Bérgamo trata da violência, tema da Bienal. Além dela, o fotógrafo Luiz Braga de Belém do Pará apresenta fotos monocromáticas de sua terra natal. Com o tema Fé, participam os fotográfos Adriana Zabrauskas, Marcelo Grecco, Cristian Cravo, José Bassit, Ricardo Malta e Gleice Meire.
Outro destaque é o trabalho de Haruo Ohara,um dos pioneiros da imigração japonesa no Paraná. Natural de Kochi, Ohara veio para o Brasil em 1927 e durante toda sua vida dedicou-se à paixão pela fotografia. Fotografou o cotidiano do lavrador na cidade de Londrina. Morto em 1999, o fotógrafo deixou uma obra com cerca de 13 mil imagens, 130 delas estarão expostas na Bienal. As outras, doadas pela família, fezem parte do acervo do Museu da Fotografia de Curitiba.
Com um custo total de R$ 300 mil, patrocinados pela Prefeitura de Curitiba e pelo Governo do Estado do Paraná, através da Lei Rouanet, a mostra promove ainda o Prêmio Máximo. Fotógrafos de todo o Brasil poderão disputar este prêmio que quer incentivar a pesquisa fotográfica. O ganhador receberá uma bolsa auxílio no valor mensal de R$ 2 mil durante um ano.
Mais informações sobre a 3ª Bienal Internacional de Fotografia de Curitiba podem ser obtidas na Sede da Fundação Cultural de Curitiba (Praça Garibaldi, 7, São Francisco. Fone: 41-322-1525, ramais 2326 e 2329). Ou no endereço eletrônico: www.curitiba.pr.gov.br/agendacultural


