Bienal de Arte de São Paulo divulga relação de artistas
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terça-feira, 28 de agosto de 2001
Agência Estado 
A 25 Bienal Internacional de Arte de São Paulo, lançada oficialmente na última sexta-feira, já tem a relação dos artistas brasileiros escolhidos pelo curador Agnaldo Farias para participar do evento, que deve ocorrer do dia 23 de março a 2 de junho de 2002. A representação nacional será composta por Chelpa Ferro, Daniel Acosta, Brígida Baltar, Ricardo Basbaum, José Bechara, Fábio Cardoso, Marcos Chaves, José Damasceno, Oriana Duarte, Eduardo Frota, Cao Guimarães, Ana Miguel, Alexandre Pilis, Eliane Prolik, José Rufino, Sérgio Sister, Marcelo Solá, Gil Vicente, Karina Weidle e Paulo Whitaker. Participam da exposição internacional Doze Metrópoles: Raquel Garbelotti, Lina Kim, Arthur Lescher, Rubens Mano, Vânia Mignone, Maurício Dias e Walter Riedweg. Obras de Carlos Fajardo, Karin Laimbrecht e Nelson Leirner estarão expostas nas salas especiais.
Segundo Agnaldo Farias, o critério de escolha dos brasileiros, além da qualidade do trabalho, foi a busca por mostrar que a arte brasileira não começa e termina no eixo Rio-São Paulo. ''Essa é uma preocupação que sempre esteve presente em minha carreira. Temos bons artistas espalhados pelo País, a boa arte não tem fronteiras. Não há equivalência entre concentração de renda e qualidade artística'', diz.
A principal dificuldade do processo de seleção diz respeito à quantidade de artistas. ''Como curador, tenho a obrigação de ir atrás desses bons artistas, mas é inevitável que muita gente boa fique de fora.''
Farias ressalta a importância da bienal na formação de um novo público para as artes plásticas, tendo em vista a grande quantidade de pessoas que visitam a exposição a cada edição. ''No entanto, é importante ressaltar que não podemos tratar as pessoas como idiotas, precisamos preservar a inteligência do trabalho artístico. Os artistas escolhidos são difíceis, mas não posso rebaixar a qualidade mas, sim, criar uma situação em que as pessoas que forem à exposição possam sair o mais 'alimentadas' possíveis.''
O ministro da Cultura da Cultura, Francisco Weffort, também ressaltou a importância da bienal no que diz respeito à formação do público e à inserção do Brasil no cenário internacional por meio da arte. Ele analisou a relevância de parcerias com a iniciativa privada para possibilitar a realização do projeto, orçado em R$ 18 milhões. Weffort anunciou que R$ 3 milhões do orçamento do ministério serão destinados à bienal, metade agora e metade até fevereiro. O secretário municipal de Cultura de São Paulo, Marco Aurélio Garcia, disse que, apesar das dificuldades orçamentárias pelas quais passa a secretaria, R$ 1,2 milhão serão dados à bienal.


