Bicho é cult na Internet
PUBLICAÇÃO
sábado, 21 de junho de 1997
Ranulfo Pedreiro Londrina 
Basta dar uma pesquisada na Internet para concluir que o chupa-cabras é uma verdadeira febre na América do Norte - ele foi citado até em um episódio da série Arquivo X. Os sites sobre o bicho proliferam na rede, assim como as teorias sobre a sua origem, todas superficiais - algumas até excêntricas.
Entre as origens do chupa-cabras divulgadas na Internet, a que mais chama a atenção é a que sugere que o bicho seria um animal de estimação de extraterrestres que, durante uma visita à Terra, teria escapado dos donos. Outros acreditam que o bicho é originário das florestas da América do Sul.
No endereço hhtp://home.earthlink.net/~mej023/chuppage.html há um texto sobre as primeiras aparições, ocorridas em locais da América Central onde aconteciam ataques semelhantes aos de Campina Grande do Sul: Alguns dizem Porto Rico, México e outros dizem América do Sul. (...) Com certeza se conhece há muito tempo, mas a mania do chupa-cabras começou a quatro ou cinco anos.
A página arrisca até uma descrição: Ele anda sobre as pernas traseiras e possui dois braços curtos com garras nas extremidades. Ele tem presas muito grandes na boca e suas costas possuem ferrões até a cauda. Sua pele é acinzentada.
O psiquiatra Neftali Olmo, diretor do Hospital Psiquiátrico Rio das Pedras, em San Juan, Porto Rico, busca na psicologia a explicação para o caso. Ele afirma - no endereço http://www.olmo.com/general/chupaper.htm - que alguns fenômenos peculiares surgem quando seres humanos se organizam em grupos.
Em outra home page o animal é motivo de sátira: Apresentamos as meninas mais feias da Web - o chupa-cabras está aqui. Na The Chupacabra Home Page (http://www.princetown.edu/~accion/chupa.html) o assunto gera suspense: Um mito? Uma lenda? Tudo o que sabemos é que ele ataca à noite e tem um fraco por sangue. E revela que antigamente o animal era chamado El Vampiro de Moca.
Entre teorias, laudos, testemunhas e místicos aficionados, o certo é que o prejuízo é grande para os ovinocultores - em um dos ataques o animal teria nocauteado mais de 20 cabeças. Enquanto o bafafá levanta poeira, as ovelhas - principais interessadas no assunto - aguardam silenciosas o próximo ataque.


