A Internet trouxe agilidade à aquisição de informação e abriu um campo novo de possibilidades para usá-la como instrumento em outras áreas. Tanto é assim que, segundo o vice-diretor da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), Luís Augusto Milanesi, afirmou que a grande maioria dos documentos produzidos não são mais impressos e as bibliotecas ganharam novos papéis: o principal deles seria reunir pessoas em torno de debates nas mais variadas áreas do conhecimento.
O professor, que esteve em Londrina nesta semana discutindo a formação do profissional de informação durante o Simpósio Nacional de Ciência da Informação (Info Brasil 2001), argumentou que ''já que a globalização é inevitável, temos que buscar a tribalização'', provendo conteúdos específicos para cada um dos segmentos sociais.
Segundo Milanesi, as políticas nas bibliotecas deveriam basear-se em três verbos: informar, discutir a informação consumida e criar com base no que foi adquirido. ''Não se trata de criar mecanismos e espaços para transferir conteúdo, mas sim para levar conteúdo às pessoas'', destacou.
Para implementar esses novos conceitos, entretanto, seria preciso mudar as políticas públicas em torno do tema. ''É preciso diversificar a informação para cada um formar o seu próprio ponto de vista. Temos que criar conflitos, ordenando as informações para desordernar o conhecimento'', destacou.
Milanesi avaliou que um dos caminhos mais promissores nesse sentido são as parcerias com empresas, que adotariam as bibliotecas arcando com as despesas de manutenção e pessoal. ''Devemos explorar também o trabalho voluntário'', completou.

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