Na Biblioteca Pública Infantil não é possível encontrar lançamentos nem as super edições vendidas nas livrarias, mas seu acervo é suficiente para despertar o gosto pelos livros. Foi o que percebeu o dentista Juliano Tutida, pai de Natália, 5 anos, e de Tiago, 2 anos. Há mais de um ano, ele leva os filhos semanalmente à biblioteca. ''Eu os levo para incentivar a gostar de ler e para aprenderem coisas novas. A Natália está aprendendo a ler letras em caixa alta, então até já consegue ler alguns livros'', justifica.
Para que as crianças aprendam a conservar o livro, além de explicar que outras pessoas também vão ler a mesma edição, Juliano tem uma pasta específica para transportar e guardar as obras em casa. ''A Natália não só aprendeu a preservar como outro dia criticou que um livro estava riscado. É questão de educação.''
Juliano reconhece que para o caçula é importante disponibilizar livros ilustrados e interativos, em falta na biblioteca, mas seus filhos também pegam livros na escola. ''E compramos livros eventualmente. Minha esposa é pedagoga, sabe escolher o livro mais adequado para a idade de cada um'', revela.
Sem ter tido esse incentivo na infância, o dentista sabe que é através do contato que seus filhos vão se habituar aos livros. E ensina: ''O importante é fazer da leitura parte da rotina deles desde pequenos.'' (A.I.)

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