Nova York vai sediar uma mostra sobre a nova Biblioteca de Alexandria, em construção no Egito, no mesmo local onde se erguia a edificação original, um complexo que chegou a abrigar, segundo a tradição, 700 mil manuscritos. ‘‘Uma das principais atrações será a planta da biblioteca, há 12 anos em construção’’, anunciou Kjetil Traedal Thorsen, representante da empresa norueguesa Snochetta, responsável pela obra.
A responsabilidade da mostra novaiorquina é do Museu Norueguês de Arquitetura, de Oslo. A diretora do projeto, Eva Madshus, explicou que a exibição terá caráter internacional, mas com um toque norueguês. Existe a possibilidade de que a mostra seja trasladada para a Europa, Oriente Médio, Ásia e África. ‘‘Ao final, uma seção permanente se integrará à Biblioteca de Alexandria’’, acrescentou Madshus.
A biblioteca foi criada no ano 306 a.C., na cidade fundada por Alexandre Magno. Ptolomeu I, faraó do Egito entre 323 e 285 a.C., que pretendia possuir toda a literatura do mundo, converteu-se no principal impulsionador da coleção de manuscritos.
O sentido da mostra é reviver a antiga construção, mediante um moderno centro de cultura, ciência e de pesquisa acadêmica. Ela será também dedicada ao estudo do legado cultural, histórico e moderno da região. O edifício em construção tem 11 andares e é uma espécie de muro circular de granito, sem janelas, decorado com letras de todos os alfabetos do mundo.

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