O sambista Bezerra da Silva volta à cena com o álbum ‘‘A Gíria é Cultura do Povo’’ (da gravadora Atração), o 27º disco de sua carreira.
Nas 14 faixas inéditas, o mesmo Bezerra da Silva de sempre: samba tradicional, letras irreverentes, e com a palavra ‘‘malandro’’ cantada em quase todas as faixas.
Dessa vez, no entanto, ele resolveu fazer uma homenagem ao vocabulário do povão. ‘‘Toda hora tem gíria no asfalto e no morro, porque ela é a cultura do povo’’, diz logo na abertura do disco, na faixa ‘‘A Gíria é Cultura do Povo’’.
Sucesso há mais de 20 anos, o velho sambista está na boca do povo tanto quanto suas gírias. Regravado por grupos como Barão Vermelho e Planet Hemp, entre outros, Bezerra conquistou também a classe média.
Já há algum tempo, o samba de Bezerra desceu o morro e chegou ao asfalto - como os favelados cariocas chamam as áreas nobres do Rio.

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