O ciclo de filmes de Bette Davis, que está sendo mostrado na programação cultural da Associação Médica de Londrina, ‘‘Cinema em Vídeo’’, tem hoje uma das maiores atrações: o filme ‘‘Pérfida’’, produção de 1941, com direção de William Wyler. Para se ter uma idéia do valor da produção, o filme recebeu 9 indicações para o Oscar.
Bette Davis é mais que uma lenda, no cinema. Não era o tipo de beleza que Hollywood consagrou. Normalmente, também não era a ‘‘mocinha’’. Acabou se tornando a ‘‘mᒒ, a pessoa que todos adoram odiar. E a carreira que fez diz tudo sobre o seu talento, sua capacidade interpretativa. Sua presença em uma produção era garantia certa de bilheteria.
Para quem gosta de cinema, rever (ou ver pela primeira vez) clássicos, notadamente aqueles da época estelar de Hollywood, nos anos 40, é realmente uma experiência imperdível. Há uma longa série de títulos, que certamente envolvem os filmes de Frank Capra, as espetaculares produções de Cecil B. de Mille, que continuam a manter a atração, que encantam as gerações atuais como o fizeram quando foram lançados. As películas com Bette Davis se inserem, também, nisto, porque oferecem a oportunidade de travar contato com uma das mais completas estrelas do cinema, um nome que se firmou e que se mantém como paradigma para quem, em qualquer tempo, quer levar à tela uma personalidade forte em uma história inteligente.

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