Berlim - A organização do Festival de Cinema de Berlim de 2016 não escondeu que a edição deste ano tem uma questão vital em sua mostra competitiva: a crise dos refugiados.
Dezoito filmes disputam o Urso de Ouro, o grande prêmio da Berlinale, que começa hoje com a exibição, fora de competição, do filme mais recente dos irmãos Coen, "Ave, César!". A comédia, que mostra os bastidores de uma produção nos anos 1950, terá um destaque isolado em um festival que, tradicionalmente, não abre muito espaço para os gêneros leves.
Dezenas de filmes nas diversas mostras da 66ª edição da Berlinale abordam os dramas das pessoas em fuga das guerras, opressão ou miséria. A Alemanha vivencia na pele a crise dos refugiados do Oriente Médio, com a chegada em 2015 de mais de um milhão deles, o que provoca um grande debate na sociedade germânica.
O diretor do festival, Dieter Kosslick, defende uma concepção militante do evento ao recordar que "desde 1951, a Berlinale tem contribuído para promover a paz entre os povos e este ano não será exceção". "Temos que confrontar a realidade que nos cerca e não apenas sorrir no tapete vermelho."
O Brasil será representado com três filmes na mostra Panorama: "Curumim", documentário de Marcos Prado, "Mãe Só Há Uma" de Anna Muylaert, e "Antes o Tempo Não Acabava", de Sérgio Andrade e Fábio Baldo.

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