Benefício é cercado por polêmicas
Os trabalhadores beneficiados com o Vale Cultura receberão um cartão semelhante ao do Vale Transporte. Mensalmente haverá uma recarga de R$ 50, valor que poderá ser acumulado mês a mês para compras de produtos de maior valor. A expectativa do Ministério da Cultura é de que o benefício injete R$ 11 bilhões no mercado da economia criativa.
A definição do que pode ou não ser comprado com o benefício ainda é motivo de polêmicas. Após críticas de produtores culturais, a ministra Marta Suplicy teve que voltar atrás na decisão de permitir que o Vale Cultura pudesse ser usado para pagar assinatura de TV a Cabo. No entanto, mesmo sob protestos a ministra afirmou que os beneficiados poderão comprar até "revistas porcaria".
Proprietário de uma banca de revistas há 40 anos, José Titto de Souza diz ser favorável ao Vale Cultura, embora ache que os livros e as revistas semanais que abordam temas como economia e política não serão contempladas pelos "novos" leitores. "O que vende mesmo é revista de fofoca. As demais só têm saída quando a capa traz assuntos polêmicos, como o casamento de Daniela Mercury com outra mulher na semana passada", destacou. (M.R.)





