Ben Harper cria ramificações do blues
Um estilo muito próprio. Uma música que situa-se numa encruzilhada entre o folk, o blues e suas ramificações, sem saudosismo. Isso é o que o cantor, compositor e guitarrista californiano Ben Harper, 28, vai mostrar no Free Jazz. O show de Harper no Rio será hoje; em São Paulo, amanhã; em Porto Alegre, no domingo, e em Curitiba, na segunda; sempre às 21h30.
A música de Harper é feita de muitas influências. Ele resgata as raízes da música negra norte-americana, do blues de Robert Johnson ao hard de Jimi Hendrix. Mas tudo sem seguir um único modelo. A música está dentro de você, antes de qualquer influência. Você escuta diversos tipos de som e um dia a sua própria música explode, disse Harper, durante entrevista coletiva anteontem, no Rio.
O que fez a música de Harper explodir foi a descoberta de todas as possibilidades da guitarra acústica de colo Weissenborn, feita nos anos 20, por uma família de fabricantes de violinos que só produziu durante sete anos.
O guitarrista contou que quando escutou o som que a banda havaiana Solhoope tirava da Weissenborn descobriu o caminho da música que lhe tocava o coração.
Harper promete mostrar nos shows a mistura de folk com funk, soul, blues e rock, presente no repertório de seus três discos, Welcome to the Cruel World (94), Fight for Your Mind (95) e The Will to Live (97) e mais a evolução de tudo isso. Promete também fazer as pessoas dançarem por pelo menos 1h30. Do público brasileiro espera boa aceitação. Afinal, diz, sem modéstia e com a certeza do efeito que sua música tem, sempre fui famoso no mundo todo. O ponto alto promete ser a execução de Voodoo Child, de Jimi Hendrix, que Harper toca acompanhado de seu grupo The Innocent Criminals: Dean Butterworth na bateria; Juan Nelson, no baixo, e David Leach, na percussão.
A presença de Al Anderson, que tocava com Bob Marley, também é destaque do show.ReproduçãoBen Harper: Você escuta vários tipos de som e um dia sua música explodeAnna Lee
Agência Folha





