O cineasta norte-americano Michael Moore, autor do polêmico ''Fahrenheit - 11 de Setembro'', documentário no qual faz duras críticas ao presidente George W. Bush, comentou em seu site (www.michaelmoore.com) a reeleição do republicano.
Citando palavras do grupo de humor britânico Monty Python, Moore recomendou olhar ''sempre o lado bom da vida'' e enumerou ''algumas boas notícias'' sobre a eleição.
Entre as 17 razões apontadas pelo cineasta para os norte-americanos ''não cortarem os pulsos'' está o fato de a lei proibir Bush de concorrer à Presidência novamente. Moore diz ainda que o único grupo etário no qual Kerry teve a maioria dos votos foi o formado por adultos jovens. Para ele, isso prova que os pais dos eleitores estão sempre errados e, portanto, nunca devem ser ouvidos.
No item oito, o cineasta diz que 88% dos votos de Bush vieram dos eleitores brancos. Segundo ele, em 50 anos os Estados Unidos não terão maioria branca. ''Ei, 50 anos não é tanto tempo!'', ironiza.
Dois tópicos abaixo, Moore comenta a eleição de cinco negros norte-americanos para o Congresso. ''É sempre bom ter mais negros lutando por nós e fazendo o trabalho que os nossos candidatos não podem fazer.''
No final, o cineasta pergunta se os eleitores estão se sentindo melhor e cita a frase dita pelo avô de um amigo. ''Lembre-se, este é um país maravilhoso -nem precisa de um presidente!''. Moore completa o pensamento, dizendo: ''Mas precisa de nós''.

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