'Bem-Estar' celebra um ano com especial na próxima terça
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sábado, 18 de fevereiro de 2012
Thatiana Mendes <br> Folhapress 
São Paulo - Você já reparou na sua postura ao se sentar? Parou para prestar atenção nas suas compras no carrinho de supermercado? No próximo dia 21, o ''Bem-Estar'', da Globo, vai completar um ano dedicado a essas e a outras questões importantes que, muitas vezes, passam despercebidas.
Apresentado pelos jornalistas Mariana Ferrão e Fernando Rocha, de segunda a sexta, às 10h, o programa, segundo a Globo, é um dos mais procurados na CAT (Central de Atendimento ao Telespectador), elogiado por seu conteúdo e linguagem.
Com média de 7 pontos no Ibope na Grande São Paulo desde a estreia - e líder no horário -, a atração ousou ao abordar assuntos de higiene e saúde, mas achou o tom e conquistou o seu espaço entre o público da manhã.
Para celebrar o aniversário de um ano no ar, na próxima terça-feira, o ''Bem-Estar'' será diferente. ''Gravamos com plateia e com todos os consultores juntos. O auditório estava lotado'', conta Mariana Ferrão.
No especial, além da presença inédita do público no estúdio, o destaque será uma série de reportagens em que os apresentadores pegaram a estrada. ''Viajamos pelo Brasil para mostrar exemplos de pessoas que transformaram suas vidas'', diz Fernando Rocha, que, ao lado de Mariana, visitou cinco capitais do país. ''Brinco com o Fernando que temos mais fotos do que casais de noivos'', diverte-se Mariana ao falar sobre a viagem.
Com experiência em reportagem antes de se tornarem apresentadores, Rocha e Mariana pensam em novos projetos para o ''Bem-Estar'' - que possibilitem mais proximidade com o público. ''Percebemos que precisamos desse contato. Estamos planejando mais viagens, levar o programa para a rua'', afirma Mariana.
Sobre as outras novidades do especial do dia 21, ela prefere manter a surpresa, mas adianta: ''Vocês vão ver o Fernando dançando tango''.
Mudança de hábitos
Não foram só os telespectadores que mudaram por causa do ''Bem-Estar''. ''Depois de conversar com os médicos no programa, eu parei de tomar remédios e comecei a me sentir melhor'', diz Mariana, que também fez uma descoberta nesse período. ''Não sabia que tinha intolerância à lactose. Tomava café com adoçante e passava mal, sem saber que no adoçante tem lactose'', explica.
Já Rocha ficou mais disciplinado para praticar atividades físicas e mudou a alimentação. ''Falamos diariamente sobre isso, as informações entram na nossa vida. Sonhava em correr na São Silvestre e consegui. Para isso, tive de treinar e mudar a minha alimentação. O objetivo foi cumprido, e os benefícios da mudança continuam.''
Mas como ninguém é de ferro, Rocha foi flagrado recentemente comendo um hambúrguer com queijo prato. ''Saí da ginástica e parei para almoçar um hambúrguer delicioso. Uma senhora me disse: 'Não pode, você não falou que queijo amarelo faz mal?'. Respondi: 'Mas já corri oito quilômetros, eu mereço''', lembra, bem-humorado.
''É muito bacana esse reconhecimento. O público quer saber se a gente é saudável. Acontece de olharem para ver o que estou comendo no restaurante e o que compro no sacolão'', acrescenta Mariana.
A repercussão nas ruas, para eles, é sinal de que a atração tem conseguido passar sua mensagem. ''O jornalista tem aquela pretensão de mudar o mundo. Quando percebe que está conseguindo transformar a vida das pessoas, é muito gratificante'', destaca a apresentadora.
Os dois discutem com jeito espontâneo e naturalidade temas embaraçosos, deixando os termos mais técnicos para a equipe de especialistas que os acompanha. ''O cocô virou hit nas redes sociais. Tem o lado da brincadeira, mas recebemos e-mails de pessoas que descobriram câncer no intestino depois que começaram a olhar o próprio cocô. Pode parecer engraçado falar do assunto, mas o que há por trás disso é maior'', avalia a jornalista.
Para Rocha, que tem aprendido a dançar ao vivo no ''Bem-Estar'', essa naturalidade é o que mais os aproxima dos telespectadores. ''Em casa, sempre riram quando eu dançava. Mas não sinto constrangimento. Represento uma parte da população que não tem ritmo. Já a Mariana dança bem. A falta de jeito é superada com bom humor e alto-astral.'' Na próxima terça, ele promete mostrar que aprendeu a ter ritmo dançando tango.


