No próximo final de semana, muitos alunos vão encarar a segunda fase do vestibular da UEL. Todos terão duas provas, nos dias 30/11 e 01/12, e alguns ainda passarão por uma terceira, de habilidades específicas, no dia 02/12.
Na segunda-feira, dia 01/12, a prova é de três matérias específicas, que variam de acordo com o curso escolhido. Mas o que mais nos interessa aqui é a prova do domingo, 30/11, de línguas e literaturas. Nesse dia, todos vão responder a 20 questões de língua portuguesa e literatura e 10 de língua estrangeira, além da prova de redação.
No caso da primeira parte (língua e literatura), as 20 questões cobram, principalmente, interpretação de textos (assunto do qual tratamos na coluna da semana passada). Os textos em questão são de tipos variados, mas o mais frequente é que sejam textos jornalísticos, quadrinhos (charges, cartuns, tirinhas) e trechos das obras literárias que constam da lista de dez títulos divulgada pela UEL no início do ano.
Aliás, falando dessas obras, o ideal é que você tenha lido todas, o que vai facilitar muito seu trabalho. Se não conseguiu, aproveite os dias que ainda faltam para a prova e tente se informar o máximo possível sobre as que não leu. Procure informações sobre os autores, leia resumos e resenhas. Mas muito cuidado: busque fontes confiáveis, pois a internet está cheia de sites com informações incompletas e até mesmo erradas.
A UEL não costuma fazer perguntas muito específicas sobre esses livros, do tipo "qual é o nome do personagem tal" ou "em que ano se passa a história". Em vez disso, apresenta algum trecho da obra e questiona sobre ele e sua relação com o texto como um todo. Ou seja, mais uma vez a interpretação de textos de que tanto falamos.
A gramática aparece também, mas sempre contextualizada. Dificilmente aparece alguma pergunta sobre teoria gramatical pura, como, por exemplo, "o que é um adjunto adverbial?" ou "quais os tipos de oração subordinada?". Entretanto, esses assuntos, como quaisquer outros temas estudados no ensino médio, podem aparecer, relacionados aos textos dados.
E, finalmente, temos a prova de redação. O candidato deve produzir de dois a quatro textos curtos (no ano passado foram dois e no ano anterior, três). Como em qualquer vestibular, há um ou mais textos para servir de base e a proposta propriamente dita.
A diferença, no caso da UEL, é que não há a cobrança de tipos específicos de texto, como narração ou dissertação. As propostas são baseadas em comandos, como "resuma", "explique", "interprete", etc. Por um lado, isso facilita a vida do candidato, que não tem que se preocupar com as características específicas de cada tipo de texto, mas, por outro lado, não se pode descuidar do que foi pedido. Se você tem que resumir um texto, por exemplo, não deve adicionar comentários ou outras informações. Além disso, esteja atento a cada detalhe da proposta, como número mínimo e máximo de linhas e a necessidade ou não de título, por exemplo.
É importante destacar que, nas redações de vestibulares (não só no caso da UEL), a norma culta do português é fundamental. Então, lembre-se de revisar muito bem seu rascunho antes de passá-lo a limpo. Uma dica é fazer o rascunho e não passar na folha definitiva na hora. Dê um tempo, resolva outra parte da prova, e só então volte e revise o que escreveu. Assim, qualquer errinho que passou despercebido será notado e corrigido. O conteúdo é mais importante que a forma, ou seja, o que vale mais são suas ideias e a maneira como você as organizou, mas não é por isso que se pode "relaxar" na linguagem.
Finalmente, aproveite bem o seu tempo de prova. Na primeira fase, foram 60 questões (no ENEM foram 90), agora são apenas 30 e a redação. Não tenha pressa e confira bem tudo o que fez. Boa sorte a todos e até semana que vem.

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