O resumo é um dos tipos de texto mais versáteis e úteis que há. No ambiente escolar, por exemplo, é uma das maneiras mais básicas e simples para se estudar um determinado conteúdo. E na vida profissional, economiza tempo e ganha em praticidade e objetividade.
Além disso, é algo que vem sendo cada vez mais cobrado em provas de vestibulares e concursos. A Universidade Estadual de Londrina (UEL) mesmo, por exemplo, cobrou resumo como uma de suas redações em 2012 e 2013. A Universidade Federal do Paraná (UFPR) também o valoriza muito, assim como diversas outras instituições.
Resumir (ou sintetizar) um texto consiste, basicamente, em extrair dele as ideias principais, aquilo que realmente interessa, e transformar essas ideias em um outro texto, bem menor, escrito com suas próprias palavras. Pensando assim, seu chefe não precisará ler um relatório de 50 páginas se você puder apresentar o que for mais importante em apenas cinco. Nem você, meia hora antes daquela prova importante, vai ter como reler um texto de 30 páginas, mas um resumo de duas ou três sim.
Tudo bem, você já entendeu que o resumo pode ajudar, mas antes de aprender a fazê-lo, é importante destacar que nenhum resumo substitui 100% o texto original. Ele é, no máximo, um "quebra-galho", algo para ganhar tempo naquele momento. Deixar de ler o livro que você precisa para uma prova e se contentar com um resumo encontrado na internet é falta de responsabilidade e de bom-senso.
Agora você deve estar pensando que isso é uma contradição: o resumo é importante, mas tem que ler o texto inteiro também? Na verdade, quando se trata de estudar um conteúdo, o que funciona mais não é só ler o resumo, mas sim fazê-lo. Muitos neurocientistas (pessoas que estudam como o cérebro funciona) dizem que nós só aprendemos realmente algo quando o cérebro é ativo; quando ele é passivo, nós no máximo entendemos, sem aprender. Por exemplo: você vê o professor resolver uma equação matemática e entende como fazer, mas só vai aprender de verdade quando faz alguns exercícios, ou seja, põe o cérebro pra funcionar de verdade. Então, ao ler um texto e selecionar o que é mais importante, seu cérebro está tendo trabalho, sendo ativo, aprendendo. O resumo é a consequência, o resultado disso.
Então, como produzir um bom resumo? Cada pessoa tem o seu jeito próprio de fazer isso, mas dá pra seguir três passos básicos:
1 – Leia o texto original inteiro, com atenção, tendo certeza de entender tudo o que está ali. Se for muito complicado, leia de novo. Por enquanto, não destaque nem anote nada, pois vai parecer, nessa primeira leitura, que tudo é importante.
2 – Leia novamente o texto original, destacando, marcando ou copiando as partes mais importantes. Desconsidere exemplos e repetições de ideias (como aquelas explicações que têm um "isto é" ou "ou seja" que repetem tudo o que foi dito antes). Se achar que destacou coisas demais, revise e veja se não dá pra cortar nada.
3 – Agora vem o resumo propriamente dito: leia apenas o que você destacou e tente organizar tudo isso em um texto seu, com suas palavras. Não é obrigatório seguir exatamente a mesma ordem das informações no texto original, mas ajuda. Verifique quais ideias "combinam", podendo ir juntas no mesmo parágrafo. O tamanho do resumo deve ser determinado pela sua necessidade (no caso de vestibulares e concursos, o limite de linhas já vem estipulado).
É importantíssimo destacar que, como em qualquer tipo de texto, você só vai ficar bom em fazer resumos se praticar bastante. Se nunca tentou, talvez os primeiros não saiam com tanta facilidade, mas não desanime. Depois de algumas tentativas, vai ver que é bem mais fácil do que parecia no começo. E o mais legal é que se o resumo for bem feito, com atenção, você vai notar que realmente aprendeu aquele conteúdo. Até a semana que vem.

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