Karla Matida
De São Paulo
Especial para a Folha2
Ao contrário das top models Kate Moss e Alex Wek (em passagens únicas e exclusivas), a brasileira Gisele Bundchen já pisou várias outras vezes nas passarelas do MorumbiFashion Brasil. E com participações memoráveis. Uma delas, como Alice, no desfile da Zoomp, de três anos atrás. A outra, no ano passado, quando já era top internacional, fazendo uma partipação exclusiva para a M.Officer (este ano, ela repete a parceria com as duas grifes).
Nem por isso – ser mais que conhecida por aqui –, ela deixa de receber todos os paparicos devidos. Pelo contrário, só a presença dela na sala de imprensa já serve para deixar os corações batendo a mil. Tanto dos jornalistas (afinal, não é todo dia que se pode entrevistar uma estrela como Gisele – recém-eleita a melhor modelo do mundo pela Vogue América e VH1), e também dos fotógrafos e cinegrafistas – ela é mesmo linda!
Sem maquiagem e toda sorridente, Gisele conversou por meia hora com jornalistas do Brasil e Argentina na abertura da oitava edição do MFB.
Aos 19 anos, ela diz que seu namorado atual é a sua profissão, deixando claro que não está com nenhum dos ‘‘15 namorados que me deram nos últimos dias’’, garante. E pela profissão, Gisele se dedica ‘‘quase todos os dias’’, em cargas horárias que chegam a 14 horas diárias. Mesmo assim, ainda sobra tempo para relaxar, jantar com os amigos e ir ao cinema. ‘‘É que eu durmo muito pouco’’, ensina.
‘‘Sou uma pessoa normal, de carne e osso’’, garante a modelo que insiste que ‘‘da minha vida pessoal, só eu sei’’.
Ok, então, como está o lado pessoal?
Além do prêmio Vogue-VH1 recebido no final do ano passado e do Prêmio ABIT Fashion que acaba de levar para casa (em São Paulo, no último dia 26), Gisele Bundchen enfatiza como marco na carreira, a capa da revista Vogue América, em que dividia a cena com as mais importantes top models das últimas décadas. ‘‘Vou guardar para mostrar para os meus netinhos’’, planeja a garota.
Questionada se pensa em trabalhar no cinema, Gisele confessa ter recebido algumas propostas, mas por enquanto quer se dedicar apenas à carreira de modelo. ‘‘Sou muito nova, quero ir aos poucos’’, explica.
Cuidados com o corpo? Nenhum. ‘‘Só cuido do meu rosto com alguns cremes’’, diz Gisele. Para Paulo Borges, idealizador do MorumbiFashion Brasil, ‘‘é Deus!’, garante. Só isso para explicar que a garota que nunca deixa de comer o que quer, não faz outra ginástica que não seja o trabalho árduo e ter todas as medidas sempre perfeitas. ‘‘Sou gaúcha, tenho que comer carne todo dia’’, avisa Gisele, que também não gosta de nada diet ou light. ‘‘Não gosto de gosto artificial’’, sentencia.
Ah, e as tais medidas perfeitas de Gisele que têm inspirado estilistas, editores de moda e fotógrafos, também recentemente serve de modelo para as novatas. Sobre a tal ‘‘síndrome de Gisele’’, a própria manda um aviso às new faces: cada um tem o seu estilo. O importante é saber que no mundo da moda nada é fácil, é preciso ter perseverança. E é com esta perseverança que ela promete ajudar o Brasil como puder. ‘‘Se a minha imagem puder ajudar – como na campanha do câncer de mama – eu quero ajudar’’, diz a modelo, que espera ouvir propostas para o País que tanto adora.