Belém reinaugura Theatro da Paz
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quarta-feira, 27 de março de 2002
Reportagem Local 
Uma das maiores e mais ricas atrações de Belém do Pará, o Theatro da Paz, volta a cena a partir do próximo dia 14. A monumental casa de espetáculos foi inaugurada em 1878, no auge do Ciclo da Borracha, com 1.100 lugares, acústica perfeita, lustres de cristal, piso em mosaico de madeiras nobres, afrescos nas paredes e teto, dezenas de obras de arte, gradis e outros elementos decorativos revestidos com folhas de ouro.
A reinauguração será marcada pelo Festival de Ópera do Theatro da Paz, evento que se estende até 12 de maio, reunindo a apresentação de óperas e operetas, palestras, concertos sinfônicos, recitais de canto e de piano. Nas quatro semanas do festival, o turista poderá conhecer o prédio histórico e desfrutar de uma programação musical intensa, a preços populares (R$ 10,00 a R$ 30,00).
As principais atrações são a ópera Macbeth, de Verdi, montagem anglo-brasileira regida pelo maestro inglês Patrick Shelley (dias 14, 16, 18 e 20 de abril); a opereta popular A Noiva do Condutor, composta por Noel Rosa em 1935 e poucas vezes apresentada no Brasil (dias 25 e 26 de abril); e A Viúva Alegre, de Franz Lehár, considerada a opereta mais famosa do mundo e que será mostrada totalmente em português, numa versão inédita do maestro Júlio Medaglia (dias 10, 11 e 12 de maio). A programação musical do evento prevê ainda recitais dos pianistas Marcelo Bratke e Gabriella Allonso, da consagrada soprano norte-americana Gail Gilmore, além de concertos de coral e orquestra (veja a programação completa no quadro).
Segundo Cleber Papa, diretor-geral do festival, a programação artística foi idealizada com o objetivo de fornecer ao público atual uma espécie de painel das principais atividades desenvolvidas na casa de espetáculos ao longo de sua história. Gilberto Chaves, diretor-artrístico do evento ressalta que as principais companhias européias de ópera apresentavam-se regularmente no Theatro da Paz, bem como artistas brasileiros consagrados, a exemplo de Bidu Sayão e do próprio Carlos Gomes, que viveu e regeu em Belém.
O teatro sempre deu espaço para a apresentação de orquestras, cantores e músicos locais, já que a cidade é tradicionalmente um celeiro de artistas também da área erudita. A programação do Festival contempla todas essas facetas, na medida em que reúne atrações internacionais, artistas brasileiros consagrados e também cantores e músicos paraenses, diz o diretor.


