São Paulo (AE) - Mosquitos, parasitas, vírus e bactérias. Estes não são, nem de longe, bons companheiros de viagem. Antes de partir, é aconselhável pesquisar as doenças endêmicas no país de destino. Por trás de belas paisagens tropicais podem se esconder males perigosos.
Em viagens como a dos quatro aventureiros é comum que alguém tenha o ''mal agudo de montanha'', caracterizado por dores de cabeça, enjôo e náuseas. Segundo o chefe da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), Eduardo Vinhaes, a variação de altitude é a principal causa da doença. Cuzco (Peru), por exemplo, fica a 3.350 metros acima do nível do mar. Às margens do Lago Titicaca, são aproximadamente 3.850 metros, e La Paz, na Bolívia, é a capital mais problemática: 3.636 metros.
''Subir muito rapidamente e pernoitar em locais a mais de três mil metros de altitude é perigoso. Pode levar a um edema pulmonar de altitude, que é um pouco mais raro. Os pulmões ficam encharcados de líquido e a pessoa sente falta de ar'', diz Vinhaes. O médico recomenda, ainda, cuidados com a desidratação. ''A farmácia básica do viajante deve ter antiinflamatórios, antitérmicos, repelente para insetos, pomadas para queimaduras e os remédios de uso diário'', alerta.
A malária é a mais mortal das doenças de viajante. Diarréia e febre amarela são os males que mais atacam quem se aventura pela América do Sul. O Peru, por exemplo, exige o certificado internacional de vacinação contra a febre amarela. É preciso vacinar-se no mínimo dez dias antes da partida. Ela protege por até dez anos e basta que o viajante compareça ao posto de saúde com a carteira de identidade ou o passaporte.
''O Uruguai, o Chile e a Argentina são tranquilos'', diz Vinhaes. ''Pode começar a complicar na subida, na Bolívia, Equador e a região amazônica.''

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