Da Redação
Cidades artísticas, vilas medievais, mercado de antiguidades, cervejas – ‘‘as melhores do mundo’’ – e chocolates compõem o cardápio turístico da Bélgica, pequeno reino situado no coração da Europa, entre a França, Holanda, Alemanha e Luxemburgo.
Distante a apenas uma hora e meia de vôo de Paris e cerca de três horas de Londres, a Bélgica é um território sofisticado. A vida cultural não fica devendo nada a outros centros europeus em termos de ópera, teatro, jazz, música clássica e popular e balé. Independente da aura de sofisticação, o povo é amigável e divertido. Os belgas adoram comer (explorando a eterna rivalidade com os franceses dizem que a gastronomia deles faz o vizinho morrer de inveja), beber cerveja (são mais de 350 tipos diferentes), bater papo, ouvir música e dançar em ritmos de diferentes países. Há, inclusive, bares brasileiros que tocam samba.
Formado por dez províncias com características variadas, a Bélgica é um dos menores países do mundo – tem apenas 30.507 km2, ou seja, é do tamanho do estado do Sergipe. Há 2 mil anos, era território de legionários de César. Depois, tornou-se campo de batalhas de diversos reis. Foi em Waterloo, por exempo, a apenas alguns quilômetros ao sul de Bruxelas, a capital, que em um certo dia de junho de 1815 ocorreu a derrota de Napoleão Bonaparte.
Não muito distante dali está o Museu Wellington que serviu de quartel general de Wellington e ainda a casa onde o imperador francês passou suas duas últimas noites antes da derrota, conhecida hoje como Museu Caillou.
Com o passar dos séculos, no rastro dos austríacos, espanhóis, franceses e holandeses, a Bélgica acabou mesclando várias culturas. Os sinais evidentes estão na arquitetura e estilo de vida do povo. Além disso, três idiomas são falados no país: o flamengo ao norte; o francês ao sul e o alemão em uma pequena região do leste. Além do inglês que também é falado em todas as cidades, hotéis, restaurantes e lojas.
Em Bruxelas, a capital, está um dos mais conhecidos cartões-postais europeus: a Grand Place. Ao seu redor espalha-se uma infinidade de bares e cafés. A praça, chamada também de Teatro Vivo (The Living Theatre), é um excelente local para passeio e onde funcionam, aos domingos, os mercados dos pássaros e das flores.
Entre os principais monumentos da cidade estão a Prefeitura, com suas belíssimas tapeçarias; a Catedral de St. Michel, o Palácio da Justiça, o Parlamento, o Arco do Cinquentenário, os museus; a coluna do Congresso e o Museu de Arte Moderna.
Ao redor de Bruxelas existem outras atrações como a casa em Anderlecht onde Erasmus viveu; o Parque e Museu da África Central em Tervurem; o Atomium, o Centenário Palácio de Exposições, o novo Brupark em Heysel e a Floresta de Soignes.
No ano que vem, Bruxelas será Capital Européia da Cultura junto com outras cidades européias. Durante o final de semana da abertura da programação – de 25 a 27 de fevereiro – vários desfiles serão vistos pela cidade, um grande número de monumentos serão oficialmente reabertos e durante todo o final de semana o transporte público e as entradas dos museus serão gratuitos.
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