Todo ano a indústria do entretenimento se movimenta em torno dos Beatles. Não há temporada em que não seja lançado um ou mais produtos associados ao quarteto de Liverpool. É a mais próspera ''marca'' da música pop. Desta vez, a mídia será quase que integralmente centrada no cinema, graças à produção de três filmes sobre os fab four.
Um, batizado ''Nowhere Boy'' já está circulando pelos festivais. A estreia nas salas está prevista para 8 de outubro. O filme narra a adolescência de John Lennon a partir do roteiro de Martin Greenhalgh, que se baseou nas memórias de Julia Baird, meia-irmã de John. É uma co-produção canadense e britânica, dirigida por Sam Taylor Wood (em seu segundo longa) e estrelado por Aaron Johnson (no papel do Beatle assassinado em 1980).
A reconstituição traz um garoto arrogante e sonhador, suas brigas com colegas na escola, primeiros namoros, conflitos com a mãe e sua tia, o momento em que conhece Paul McCartney (protagonizado por Thomas Sangster) e o embrião do que viria a ser a maior banda da história do rock. A trilha sonora traz clássicos de Jerry Lee Lewis, Elvis Presley e Wanda Jackson, além de músicas interpretadas pela banda do filme.
Nas primeiras cenas, mostra a influência de Elvis sobre o menino, que passa a se vestir como o ídolo. No trailer, já disponibilizado na web, ele vê um show do cantor e se pergunta: ''por que Deus não me fez o Elvis?''. A sua namorada responde de bate-pronto: ''porque ele guardou você para ser John Lennon''. Por enquanto, não há previsão de lançamento do longa no Brasil.
Durante o recém-encerrado Festival de Cannes saíram mais algumas novidades sobre a beatlemania na indústria cinematográfica. O renomado diretor Martin Scorcese revelou que há três anos trabalha num projeto sobre o ex-beatle George Harrison, de quem é fã confesso. A viúva do guitarrista, Olívia Harrison, é sua parceira na produção.
O documentário, já intitulado ''Living In The Material World: George Harrison'', mostrará toda a trajetória de George, desde a época dos Beatles até sua morte, em 2001, incluindo imagens inéditas e muitas histórias sobre os caminhos espirituais adotados pelo artista. Esta será a quinta incursão do cineasta pelo universo da música.
Ele já rodou ''The Last Waltz'' (1978), sobre um show do grupo The Band; ''No Direction Home: Bob Dylan'' (2005); ''Shine a Light'' (2008), sobre os Rolling Stones; e ainda foi o produtor executivo (e diretor de um episódio) da série para a televisão ''Blues - Uma Viagem Musical'' (2003), que, aliás, a TV Cultura vai exibir no próximo mês.
Ainda no festival de Cannes, o roqueiro Liam Gallagher anunciou um outro projeto cinematográfico ligado aos Beatles. De acordo com o ex-vocalista do Oasis, a produção terá como ponto de partida as memórias de Richard DiLello, assessor de imprensa da gravadora Apple, que detalha os últimos anos da banda - entre 1967 e 1970 - e seu eventual fim.
No livro ''The Longest Cocktail Party: An Insider's Diary Of The Beatles, Their Million Dollar Apple Empire And Its Wild Rise And Fall'', DiLello dá sua versão dos fatos sobre o lado empresarial e pessoal que ocasionou o fim do grupo, trazendo histórias de bastidores ocorridas no bar de seu escritório. Liam adiantou que não atuará no filme, mas regravará - com sua nova banda - as músicas de John, Paul, George e Ringo para a trilha sonora.
Além de imortais, os Beatles parecem intermináveis.

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