Chega ao fim hoje mais uma edição do ''BBB'' e, com ela, o confinamento de Rafinha e Gyselle. Esta noite todos vão saber quem será o feliz ganhador do prêmio de R$ 1 milhão.
O ''BBB 8'' é, segundo o jornalista Pedro Bial, o mais marcante. ''Talvez por ser um grupo que evita ser herói e tem medo de ser vilão. Mesmo quando estávamos a poucos dias da final, não havia um franco favorito. É interessante para observar o desempenho dos jogadores e a reação do público'', diz ele, que não aponta seu favorito. ''Apaixonei-me pela atitude de um participante, mas logo me desapaixonei. Marcelo foi o mais complexo e interessante, por isso o chamei de protagonista.''
Para Bial, a fórmula do ''BBB'' deu certo porque o público se identifica com as pessoas que estão confinadas e aparecem todos os dias na TV. ''São personagens anônimos, que não são artistas e estão dentro da tela. O sucesso dos realities também mostra o interesse do público por fórmulas de dramaturgia menos convencionais.''
Claudino Mayer, especialista em teledramaturgia, diz que como o programa só vai ao ar uma vez por ano, o público não se cansa. ''Além disso, o intervalo até a próxima edição cria uma expectativa positiva para o programa, que sempre volta renovado. Neste ano, por exemplo, o ''BBB' reuniu pessoas mais jovens, apresentou uma nova dinâmica, teve paredão triplo, enfim, estreou com uma roupagem diferente'', diz Claudino Mayer, especialista em teledramaturgia.
Para Elmo Francfort, pesquisador de TV, o ''Big Brother'' tem força para continuar na programação da Globo porque é visto como um seriado. ''É como se as pessoas esperassem por uma nova temporada.''
O contrato da Globo com a Endemol para produzir o reality vai até 2012. Se o público vai se cansar até lá, ninguém sabe. Mas Boninho, diretor da atração, tem uma carta na manga: em 2010, quer uma edição só com celebridades.

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