A 1ª edição da "Batalha das Mina Londrina" foi realizada neste domingo (15), no canto do Marl - Movimento dos Artistas de Rua de Londrina com diferentes propostas de arte. Além da batalha de rimas, a programação atraiu com brechós, campeonato de skate, discotecagem, graffiti, dança, comércio de doces artesanais e pocket shows. Também houve espaço para o slam, competição de poesias faladas que aborda questões da atualidade para debate.

Organizadora da batalha e cantora de rap, Amanda More, 29 anos, destaca que a principal característica da proposta é o fato de ser feita para mulheres e por mulheres. Inspirada pelo Manifesto Feminino Elahs Crew, a cantora reforça o quanto a mulher é forte: "Sobretudo o nosso poder de nos reinventar e de fazer tantas coisas, mesmo diante da marginalidade e da agressão que existem". De seu ponto de vista, o rap é uma forma de expressão e o formato do evento é para que as mulheres saibam que contam com um suporte.

Imagem ilustrativa da imagem 'Batalha das Mina' estreia com arte para todos os gostos

A modelo Alícia Gomes, 21 anos, apoia a iniciativa e sua presença tem sentido. "A luta da mulher preta é ainda mais sofrida e o apoio das mulheres brancas significa muito. Eu gosto de me envolver, vejo esse movimento como um ato de liberdade e uma prova de que estamos conquistando espaço para unir outras pessoas. Acredito também que existem momentos em que temos que chorar para tomar fôlego e poder seguir", reflete.

Imagem ilustrativa da imagem 'Batalha das Mina' estreia com arte para todos os gostos

Estudante de Pedagogia da UEL (Universidade Estadual de Londrina), Alice Cristina Bandeira de Oliveira, 23, reservou o domingo para prestigiar as mulheres, mostrar novidades a quem já a conhece e apresentar as suas bonecas Abayomi. "A palavra abayomi significa encontro precioso e assim vejo esse momento com tantas mulheres, cada uma com seu trabalho. Eu ofereci oficinas de bonecas enquanto bolsista junto ao Neab (Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros), e mesmo com o fim do vínculo, sigo com esse artesanato, pois acredito nos laços e na lição - por detrás da boneca de retalhos - e seu valor". Foram muitas as experiências da estudante. "A identificação da criança com a boneca negra, desperta sentimentos muito positivos nas crianças. Cheguei a ouvir que aquele era o melhor dia da vida da menina ao se reconhecer com a boneca que se parecia com ela", recorda.

Uma rima contra discursos mentirosos

"Você engana a sua plateia para enaltecer o que não tem". Expor algo que está errado na sociedade por meio de sua música é a ideia da rapper Mel Casarini, 22 anos. Com o microfone em mãos, a jovem explica, com rimas, o quanto a influência negativa é traiçoeira e, infelizmente, encontra quem lhes dê ouvidos. "Isso acontece em todas as áreas e até a fofoca funciona assim - com a invenção de algo que não existe para ganhar notoriedade em cima dos outros", expõe.

Praticante de skate, Ayumi Myabe, 21 anos, é de Apucarana. Além de valorizar toda a estrutura montada no evento para a modalidade em que causa grande admiração, Myabe prestigiou as demais presentes e incentivou as demais a subiram na prancha sobre rodas: "Eu era muito ansiosa e vejo como a atividade faz bem para o corpo e para a mente.

Imagem ilustrativa da imagem 'Batalha das Mina' estreia com arte para todos os gostos

Com identidade, a DJ Nate Monaco, 27 anos, levou entretenimento ao programa de domingo. "Democrático, acessível e um lugar onde podemos nos juntar, fazer arte e criar, juntas, uma estrutura melhor e mais forte onde todas ganham", resumiu o encontro.

mockup