Sem favoritismo
- Há cinco dias do término do FTC, nem o público nem a crítica elegeu uma montagem favorita. Este ano, parece que a unanimidade não está presente quando o assunto é selecionar um espetáculo agradável ou apenas inédito. Mas ainda há tempo. O FTC encerra apenas no próximo domingo.

Ares de show
- O mais estranho é que o espetáculo mais aplaudido (inclusive em cena aberta) pelo público tenha sido um com ares de show, sem nenhuma pretensão dramatúrgica. O musical ‘‘Sassaricando’’, que encerrou a participação no FTC ontem, ganhou a simpatia por relembrar as antigas marchinhas de Carnaval.

Isso é Curitiba
- Simpatia esta marcada apenas pelos aplausos efusivos. ‘‘De vez em quando alguém mais animado levantava para dançar, mas logo sentava novamente, já que não era seguido por mais ninguém’’, divertiu-se Victor Aronis, diretor geral do evento, lembrando: ‘‘Isso é Curitiba, né?’’.

‘Ame ou deixe-o’
- E enquanto a montagem favorita da edição 2007 não aparece, um espetáculo da Mostra Oficial pelo menos conseguiu levantar polêmica do tipo ‘‘ame ou deixe-o’’. Muita gente deixou a platéia muito antes das duas horas de duração de Thom Pain - Lady Grey encerrar. Quem ficou não conseguiu exatamente ‘‘amar’’ mas sim levantar a dúvida de qual era o objetivo do diretor Felipe Hirsch, famoso pela dinâmica surpreendente de suas peças, ao optar por uma montagem tão sem sal e com um texto pretensiosamente provocativo. Qual?

Movimento dos Sem-Ingresso
- Nem cambistas, nem espectadores ávidos pela compra de um último ingresso. Quem tem movimentado a entrada dos teatros na Mostra Oficial são alunos da Faculdades de Artes do Paraná (FAP), que fundaram o Movimento dos Sem-Ingresso. Eles abordam quem quer que esteja entrando no teatro para pedir um ingresso ‘‘sobrando’’. O objetivo dos estudantes é ver o maior número de peças possíveis, mas como a grana anda curta e não há convênio específico da organização do FTC com a faculdade, o jeito é pedir com jeitinho. (K.M)

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