Base espacial ao lado de ruínas coloniais
Não fosse o fato de sediar a primeira Base Espacial Brasileira, Alcântara seria lembrada por ter se preparado para a visita de d. Pedro II, que acabou nunca pisando na cidade. Todos ali conhecem de cor e salteado a história, já que para recepcionar o rei foram construídos prédios que estivessem à altura de tão nobre visitante.
Dos tempos em que era a sede da aristocracia rural do Maranhão, ficaram igrejas e construções imponentes, a maioria delas atualmente sob ruínas. Da forte presença de trabalho escravo, pode-se conferir o Pelourinho. De tudo isso, veio em 1948 o reconhecimento de Patrimônio Histórico Nacional.
Após uma viagem de barco que dura cerca de 40 minutos a partir de São Luís em que se atravessa a Baía de São Marcos , chega-se à antiga Tapuitapera, como os índios tupinambás a nomearam. Quase não circulam carros por suas ruas, que são de pedra e paralelepípedo, e o povo local tem traços fortes e cor negra, características herdadas de seus ancestrais africanos.
A impressão é de que Alcântara parou no tempo. Para conferir seu precioso conjunto arquitetônico dos séculos 17 e 18 um dia de passeio basta. Subindo a Ladeira do Jacaré, na valiosa companhia de um guia, já é possível sentir um quê de passado no ar.
Você vai precisar de um sapato confortável e muita disposição para percorrer a cidade, apesar de pequenina. Suas travessas escondem mais de 300 prédios da época da nobreza. Certamente chamarão sua atenção a Igreja do Desterro, as ruínas da Igreja da Matriz e do Palácio Negro e a Igreja Nossa Senhora do Carmo, uma das únicas construções abertas à visitação. (A.E.)





